• Blockquote

    Mauris eu wisi. Ut ante ui, aliquet neccon non, accumsan sit amet, lectus. Mauris et mauris duis sed assa id mauris.

  • Viva a Juventude Socialista

    E Comunista!

  • Vicaris Vacanti Vestibulum

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“(...)E NÓS SOMOS LINDOS!”

sábado, 6 de abril de 2013

Ditaduras da beleza andam me incomodando. Acho que porque venho ganhando minha alforria delas! Sim, eu fui escrava dessa ditadura do culto ao belo imposto pela mídia. Sou escrava porque cresci escrava e mudar não é fácil. Como fazer com que uma criança se aceite enquanto belo quando o mundo aponta mostrando o contrário. Crescer com os adultos querendo ‘meter’ um monte de ‘balaiagem’ e escovas em você para assim se tornar-la a criança super-ultra-mega- padrão e aceita pela sociedade! Ela cresce com essas exclamações que passam a virar interrogações na cabeça até o momento em que tem a oportunidade de amadurecer e se questionar.
 
Esta semana estive vendo o filme “Utopia e Barbárie”, onde um trecho dele me chamou bastante atenção e me arrancou lagrimas. Um trecho que mostrava o discurso de um ativista negro do movimento de luta pelos direitos civis nos Estados Unidos em meados à década de 60, dizendo:
 
“Porque a luta black power nesse País...
É uma luta para civilizar um País bárbaro:
Os Estados Unidos.
Temos de ter a coragem de,
como intelectuais da sociedade negra, dizer:
Somos negros!
Nossos narizes são largos!
Nossos lábios são grossos!
Nossos cabelos são duros!
E nós somos lindos! E nós somos lindos!”
 
  (Stockley Charmichael - no trecho do filme LBG de 1968)
 
O negro continua secundarizado, coisificado, marginalizado e na luta por seus direitos de igualdade enquanto ser humano, contra toda e qualquer forma de opressão e racismo. Embora tenhamos avanços, na realidade dos Estados Unidos ou em qualquer parte do mundo, ainda estamos aquém de sermos aceitos como somos (digo sermos, porque também me considero negra no meu radical de brasileira construída a partir da mistura de todas as cores, ritmos, gostos). E este assunto não foge ao dito padrão de beleza!
 
O mundo mostra como beleza as mulheres magras, brancas, cabelos lisos, olhos claros e etc, etc e tal. Aí você nasce exatamente o contrário! Nasce mais cheinha, negra, cabelos crespos ou cacheados, olhos escuros e etc, etc e tal. Não sendo nenhuma coincidência, o negro se encontra, por algumas destas características, fora desse padrão. Que na verdade nem deveria existir este imaginário padrão! Infelizmente ficamos presos a certos tipos de coisas que não engrandecem em nada! Quem foi que disse que ser magra, branca, ter cabelo liso, olhos claros e etc, etc e tal é o padrão do belo? Acho que todos somos belos! Belo aos olhos de quem vê, principalmente dos que enxergam com o coração. Porque a beleza não se encontra na estética de alguém (acredito, eu!). Ela se encontra na personalidade, sensibilidade, atitude e amorosidade de alguém consigo, com os outros e na sua relação com o mundo.

Belo é se aceitar do jeito que você é! E na minha humilde opinião, Acho também lindas as mulheres que negam a chapinha e assumem seus cachos, seus crespos. Em um mundo refém de tanta escova, chapinha progressiva e alisamentos, os cachos se destacam. Ahhh... E não ficam de fora as tranças ‘estilosas’ pra romper com qualquer tipo de padrão. Ahhh, por fim só digo que todas vocês (mulheres de personalidade, sensibilidade, atitude e amorosidade)  são lindas,

Nós somos lindas!

A Monografia...

sábado, 28 de abril de 2012
Aeeewww... está chegando o dia!

Bate até o desespero quando se está chegando o fim dos prazos e a bendita ainda não está pronta. Mas os pensamentos positivos e a minha dedicação me levará a certeza que vai dar certo! O dia da primeira entrega é 14 de Maio... que por acaso será também o dia da minha segunda e ultima apresentação da monografia na disciplina de TCCII :D

O tema é "Produção Estudantil & Currículo" com a orientação do Prof. Dr. Agostinho Rosas o//

Quando estiver mais próximo e tudo dando muuuuito certo, vou divulgar aqui o data da minha apresentação que ocorrerá no mês de Junho!

Boa sorte para mim e demais camaradas do Grupo Currículo que estão nesta batalha...

#VaiDarCerto!

PROFESSOR EM TEMPOS DE PÓS-MODERNIDADE

quinta-feira, 19 de abril de 2012
Por Henrique Souza, Hélio Santos e Thamires Lucena*
*Texto Apresentado pelos discentes na disciplina de Prática de Ensino - Estágio Supervisionado III

Num período em que ainda se aponta a escola como uma Instituição falida decorrente de um processo histórico, ao professor concerne à responsabilidade, junto com os setores envolvidos na Instituição, de tornar a escola um espaço de formação de jovens sociais autônomos e críticos cientes de seu papel na transformação do mundo.

A condição do professorado é dotada de consciência, tomada de decisão, seleção, organização dos saberes e clareza na sua ação pedagógica. Não cabe aqui professores inocente politicamente, transformando sua compreensão de mundo num verdadeiro hiato. Em tempos de Pós-modernidade precisamos de professores críticos politicamente, onde sua ação é norteada numa dada posição epistemológica. E para isso se faz necessário que este compreenda o que é currículo e a práxis na Educação. A afirmativa se estabelece na educação e não na Educação Física, porque parte da compreensão de que os docentes de Educação Física também se inserem neste contexto, não cabendo assim tratar sua epistemologia de forma dicotômica.

Considerando o currículo como aspecto de grandeza maior na temporalidade e amplitude da ação pedagógica inserida na organização educacional, SILVA (p.150, 2004) apresenta o currículo como:

“Lugar, espaço, território. O currículo é relação de poder. O currículo é trajetoria, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa vida, curriculum vitae: no currículo se forja nossa identidade. O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade.”

Podemos dizer que o currículo é a substantivação da subjetividade do homem. Ele é vida, o cotidiano na escola. Ele tem em sua essencia uma epistemologia situada sob uma racionalidade lógica e uma responsabilidade social, política e cultural. A dimensão curricular é antes de tudo política, levando em consideração a cultura forjada no cotidiano, enraizado numa historicidade, dos jovens sociais presentes na escola. O professor e sua práxis deverão estar coerente com seu pensamento filosófico em Educação, caso contrario estará condizente com as negligencias no âmbito educacional. SABAINI (p.3, 2007) apoiada em Lopes (2006), Silva (2005) e Sacristán (2000) destaca que “O currículo não é uma listagem de conteúdos. O currículo é processo constituído por um encontro cultural, saberes, conhecimentos escolares na prática da sala de aula, locais de interação professor e aluno”. Ou seja, ele é mais do que um amparo legal para redigir uma escolarização formal. Ele está para a sociedade sendo constituído de atitudes críticas, filosóficas, sociais e política numa relação de inovação e práxis pedagógica. Ele reflete tomada de decisão e inquietude geradas num processo de aprendizagem, onde o mesmo se faz presente no cotidiano dos estudantes e professores. Para SANTOMÉ (p. 205, 1994):

“Profesoras y profesores y el alumnado ya no son, ni pueden ser vistos como bloques monolíticos, acríticos y pasivos, sino que son personajes activos, que procuran hacer valer sus derechos y denunciar aquellas formas de marginación que resultan especialmente visibles.”

Nesta afirmativa fica clara a relação de professores e estudantes, que mesmo com suas particularidades, precisam ser autônomos e críticos numa busca de denunciar e garantir seus direitos. E o ambiente que se forja essa criticidade é na escola, pois ela se constitui enquanto um aparelho Ideológico no sistema econômico social. Torna-se pertinente dialogar com ARROYO (p.141, 1999) quando questiona:

“Em que consiste a inovação educativa nessa tradição crítica? Em superar a inocência das análises sobre a escola, sobre o saber que transmite e sobre as competencias que ensina. Em superar a inocência a respeito do papel do conhecimento social e da cultura transmitidos. Em ter consciência dos vínculos entre Educação, poder, ideologia, cultura, estrutura e processos de reprodução social, assim como saber identificá-los. Entender a escola, o conhecimento, a cultura como campos de conflitos, explorando suas potencialidades libertadoras.”

Nesta perspectiva a Educação é vista como um objeto de controle social em disputa, onde é preciso superar modelos tradicionais tecnocráticos postos na escola. O currículo não está para atender um determinado status quo que fortalece as desigualdades sociais e nem tão pouco é algo técnico que não gere inquietude entre os jovens. É preciso ter consciência sobre o que é, porque, para que e como lidar com esses conflitos de forma a despertar potencialidade libertadoras. Portanto, a discussão sobre política e currículo nos leva a refletir sobre a sociedade. Porém, ARROYO (p. 147) afirma que:

“ É frequente ouvir que, na prática, a teoria é outra, que nos cursos de formação aprenderam teoria crítica de tudo, da didática, do currículo, da função social da escola e do professor, que lhes foram mostradas as relações entre currículo, ideologia e poder. É comum acrescentar, porém, que o dia-a-dia da escola se rege por outra lógica, outra cultura, que não é mera transposição da ideologia e poder.”

O que fica claro é que essa discussão, infelizmente, não faz parte do debate construído na escola. Embora os professores se capacitem, no cotidiano escolar eles não conseguem transformar o conhecimento em prática pedagógica. O que reforça uma dicotomia no campo escolar sobre os que decidem, os que pensam e os que fazem a educação no dia-a-dia. Fica o grande desafio desta nova geração de professores transformar os conhecimentos teóricos em práxis pedagógicas como também levar o cotidiano escolar para o campo das pesquisas, teorizações da academia e gestões públicas educacionais.

Trazendo a discussão para a estrutura da periodização do ensino na escola, o ensino fundamental no Brasil segundo LIBÂNEO (2005, p. 254):

“É etapa obrigatória da Educação Básica. Como dever do Estado, o acesso a esse ensino é direito público subjetivo, quer dizer, não exige regulamentação para ser cumprido. Seu não oferecimento, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente”.

A obrigatoriedade se estabelece numa etapa onde o estudante tem em seu radical a necessidade de alfabetização e com a compreensão que a Educação é um elemento fundamental na formação do homem. Por lei ela é estabelecida de forma que venha a garantir, através dos aparelhos do estado, uma Formação educacional pública, gratuita e de qualidade. Trazendo o debate para a área de atuação no estágio supervisionado III e a relação com a práxis, o Coletivo de Autores destaca que:

“O Terceiro Ciclo do Fundamental II (7ª Série à 8ª Série) é o ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento. O aluno amplia as referências conceituais do seu pensamento; ele toma consciência da atividade teórica, ou seja, de que uma operação mental exige a reconstituição dessa mesma operação na sua imaginação para atingir a expressão discursiva, leitura teórica da realidade. O aluno dá um salto qualitativo quando reorganiza a identificação dos dados da realidade através do pensamento teórico, propriedade da teoria.”

Neste ciclo o estudante amplia seus conhecimentos a partir de uma práxis sistematizada e desafiadora, não exigindo espontaneidade. Neste momento ele percebe os aspectos cognitivos, os procedimentos teóricos do qual reconstitui e constrói sua leitura teórica. O que pode ser exemplificado a partir de LORENZINI; TAVARES quando apresenta que:

“No ciclo da 7ª e 8ª Série, o aluno amplia as referências conceituais, tem consciência da atividade teórica. Dá-se ênfase à compreensão que permite justificar as causas (trabalha a causa, vê onde o dado da realidade aparece, o que o determina). O salto qualitativo ocorre através da reorganização dos dados. Ex.: No esporte, o aluno já se apropriou dos fundamentos básicos. Passará a reorganizá-los, fazendo uso dos sistemas táticos e de técnicas específicas articulando um dado contexto”.

Neste contexto de práxis, o professor deve promover a inclusão nas aulas, buscando diversificar sua prática. Nesta perspectiva, ao aluno será oportunizado o acesso à cultura corporal de movimento a partir de uma aula contextualizada com a realidade. Podendo além de ter uma proposta lúdica, ser algo desafiador respeitando seu ciclo de aprendizagem. Atendendo a esta proposta, aos estudantes será oportunizada uma perspectiva de formação integral cidadã.

Tratando o Colégio Aplicação, no primeiro diagnostico é notório que os estudantes possuem um bom desempenho cognitivo. Porém o mesmo não pode ser afirmado do ponto de vista motor. A partir da proposta da Escola, discussões com os professores e com os alunos, se faz a construção do planejamento que dialogue com o cotidiano do estudante e que seja inovador do ponto de vista pedagógico. Desta forma, a aula de Educação Física não é vista como tecnicista e sim como algo que exprime amorosidade, curiosidade, criatividade, companheirismo e motivação para descobrir novos elementos dentro dos conteúdos da Educação Física e novas habilidades sendo tratada de forma indissociável com sua vida cotidiana.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SILVA. Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: Uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

SABAINI, Selma Maria Garcia. Porque estudar currículo e teorias de currículo: (proposta de estudo para reunião pedagógica).

SANTOMÉ, Jurjo Torres. El Curriculum Oculto. Madrid: Morata, 1994.

ARROYO, Miguel G. Experiências de inovação educativa: O currículo na prática da escola. Campinas: Papirus, p. 131, 1999.

LIBÂNEO. José Carlos. Educação Escolar, políticas, estruturas e organização. São Paulo: Cortez, 2005.

LORENZINI, Ana Rita; TAVARES, Marcelo. A cultura corporal na prática pedagógica dos professores de educação física do estado de Pernambuco.

"Etnocentrismo, Comunicação e Cultura Popular" Por Ismar Capistrano Costa Filho*

*Esta escrita foi um trecho retirado de um relatório que produzi na disciplina de Cultura Popular da ESEF / UPE.

O artigo tem como proposta discutir a Cultura Popular sob um olhar antropológico pensando as relações da Cultura Erudita, a Industria Cultural, a Subversão e o Cotidiano. O pensar Cultura popular nos remete a uma série de preconceitos que precisam ser superados para compreendermos numa ótica de como saber conviver com as diferenças da vida cotidiana. para destrincha-lo, o autor faz por necessário compreender o que é etnocentrismo:

"O termo indica uma visão de mundo que considera meu grupo como padrão para o julgamento dos comportamentos dos outros. O que é diferente é rejeitado. É ridicularizado. Meu modo de vida é o correto. O dos outros está errado. Esta postura se origina de um processo de estranhamento, comum nos choques entre culturas diferentes. No entanto, torna-se preconceituosa quando julga um modo de vida superior a outro."

Para o autor, se faz necessário a superação ao ideal etnocêntrico na busca da compreensão de que a cultura é proveniente de um processo de adaptação do ser humano ao ambiente do qual esta inserido, levando em consideração sua historicidade e os mecanismos simbólicos que se adequou a sua realidade. Sendo assim, podemos afirma que cultura é um:

"(...) conjunto de mecanismos de controle simbólico (...) para governar o comportamento. (...) O homem é precisamente o animal mais desesperadamente dependente de tais mecanismos de controle, extragenéticos, fra da pele, de tais programas culturais para ordenar seu comportamento” (GEERTZ, 1989, pág.56).

Neste texto, Ismar também fala da multiplicidade cultural e dos desafios da convivência diante de uma sociedade onde de forma preconceituosa se compreende cultura como algo mercadológico ou de elite intelectual. Para reforçar a idéia de que a sociedade tem impregnada práticas/idéias etnocêntricas, o autor faz um recorte da historicidade daquilo que é chamado de cultura no período do renascimento, no período da revolução industrial e no período das revoluções comunistas. Sendo assim mostra a cultura erudita e seu "ar" de superioridade que vem a inferiorizar a chamada cultura popular que é colocada como reprodução por aqueles que não teriam a capacidade de autoconsciência e de emancipação. Ou a posteriore, surge a cultura industrial como uma estratégia de dominação da população "rebelde" através de jornais, revistas, e entre outros. Sua marca é colocar essa cultura para venda, onde quanto mais reproduzido mais valorizado. Ou seja, com maior possibilidade de lucro a cultura seguiu construindo/atendendo as necessidades do "capital". Quem lê até confunde essa ultima cultura com a que denominamos atualmente como pop. Onde, por exemplo, o hip hop dos guetos com suas músicas de protestos tornam-se um sucesso mundial. Logo, as fontes inspiradoras da chamada indústria cultural é simplesmente usar as manifestações culturais com um principio de quanto mais reprodução maior será o lucro.

Para embasar uma opinião, o autor toma diversificados referenciais, onde sempre confronta determinados "pontos de vista". Quando, por exemplo, os "iluminados" fazem a crítica a cultura do pop afirmando que não há mais salvação e só fazem lamentar. Outros já dizem (os românticos) que há salvação através da cultura popular que designa as tradições regionais e que elas devem ser museuficadas. Neste ponto ele confronta a ultima idéia de que as tradições regionais deveriam ser engessadas. Pois as próprias "tradições" já sofreram varias mudanças inerente ao espaço e tempo social em que estava inserida. Elas são as chamadas tradições vivas citada por Damatta. E mesmo assim, poderíamos chamar como cultura popular aquilo que mostra as tradições regionais? Desta forma, inconseqüentes, irão ignorar todas as manifestações de "massa" realizados nos períodos Pré e durante a ditadura militar? Neste caso a Cultura Popular tinha seus objetivos diferenciados da

manutenção das tradições regionais. Elas eram o porta-voz da conscientização do povo Brasileiro contra a opressão burguesa e podem ser exemplificadas através de Movimentos como o CPC da UNE e o Tropicalismo. Porém, ele considera este ultimo como um espaço de subversão onde seria um lugar propício a inversão de valores. O que fica expressa em:

"Sua relação com a cultura dominante pode ser de resistência, luta ou negociação. O popular cria metáforas de transformação, ou seja, a imaginação do que aconteceria se os valores fossem invertidos e as velhas hierarquias fossem derrubadas."

Por fim, Ismar aponta que:

"O cotidiano é, assim, o espaço onde se pode encontrar o conceito de Cultura Popular que foge do etnocentrismo do Folclore, da Cultura Industrial e dos Movimentos de Esquerda. É considerando o mundo vivido que se pode aceitar as diferenças, a alteridade, as reações e a multiplicidade dos modos de vida controlados pelos significados construídos socialmente."

Para baixar o texto original << AQUI >>

"As Técnicas Corporais" de Marcel Mauss*

quarta-feira, 18 de abril de 2012
*Esta escrita foi um trecho retirado de um relatório que produzi na disciplina de Cultura Popular da ESEF / UPE.


O texto de Marcel Mauss nos faz pensar em que tudo do qual estamos contextualizados nos remete ao que é proporcionado pela Cultura. Desta forma somos influenciados e influenciamos nosso meio numa relação nter-pessoal do cotidiano. Sem ela talvez não estivéssemos vivos, pois ela é construída e reconstruída sob nosso olhar e o olhar de outrem a partir das relações diárias. Podemos dizer que ela está diretamente e indiretamente interligada a cultura popular de um povo.

Para confirmar tais suposições, Marcel Mauss descreve fatos que aconteceram com ele relacionados à cultura em seu tempo, espaço vivenciado. Onde a natação foi um marco para trazer a discussão da forma de adentrar na água e como também num outro debate relacionando ao esporte (atletismo). Fica evidenciado que de acordo com a historicidade, que as técnicas feitas em sua época foram sendo superadas e compreendidas como equívocos para um bom desempenho das atividades em questão. Ou seja, passando assim por um processo evolutivo. Ele também trás a discussão de aspectos comportamentais que poderiam ser facilmente associados a Nacionalidade de um cidadão quando, por exemplo, pode-se diferenciar um Inglês de uma Francês por um simples ato de sentar.

A leitura do texto nos remete a perceber que a Cultura faz parte do cotidiano da sociedade e que por vezes, talvez, nem a percebemos devido a tal enraizamento camuflado. Neste contexto ela nos aparece enquanto nossa Identidade, porém não melhor ou superior a outrem. Pois cada qual tem seu valor histórico e retrata de forma singular as ações, comportamentos de cada ser que se insere e dialoga com a sociedade.

Vale muuuuito ler o texto!
Baixe o texto original << 'As técnicas Corporais de Marcel Mauss' >>

O modelo econômico capitalista é que dá certo!

sábado, 7 de abril de 2012
Dá certo para uma grande parte da riqueza ficar nas mãos de poucos! O capitalismo dá certo para que o trabalhador continue sendo um conformista que reproduz argumentos de que nada muda e que as coisas são assim e pronto! O capitalismo dá certo para que jovens não assumam sua rebeldia de buscar, de aprender, questionar, lutar e mudar! Ele serve também para instaurar a ignorância entre homens e mulheres numa perspectiva de que o sistema está ai há anos e nunca vai ser modificado! Utilizando esta ignorância, o Sistema manipula pessoas e consolida seu projeto fracassado, que oprime e exclui grande parte da população! Não é preciso ler Marx para compreender que o mundo é desigual, mas é preciso ter senso crítico para não se conformar com a desigualdade! Marx deixou documentado aquilo que está no nosso dia-a-dia e muitas vezes preferimos ignorá-lo! 

Há quem diga que independente de qual ideologia você tomar partido, nada vai adiantar se aqueles que detem o poder não quiser trabalhar para o povo!

Pode ser até uma verdade (a verdade de outrem!), mas para usar tal afirmativa no contexto da atualidade ela não condiz. Pois o sistema econômico / a sociedade em si não é um organismo desprovido de interesses, sem nenhum tipo de conflito. É um organismo de choque, conflito, disputa, de pura relação de poder. Existem os que querem a sociedade justa para seu "umbigo" e existem aqueles que querem uma sociedade mais justa para todos. Mesmo que tenhamos pessoas com perspectivas epistemológicas parecidas com as nossas, que estão em "posição de poder", não é fácil a tarefa da consolidação dos ideais. Porque não basta um pessoa  acreditar, mas um coletivo que esteja disposto a operar! Pois hoje ainda temos um ambiente desfavorável a construção dos tais ideais no âmbito do poder Federal. Em contrapartida, é preciso também que o povo tome a luta, perceba e se organize em torno da causa! Pois, como disse Marx, "Uma força material se propaga a partir das massas organizadas!" e como diria Paulo Freire "Mudar é difícil mas é possível".

Há quem diga também que agora, ao invés de ficar por aí gritando por algo utópico, as pessoas deveriam procurar se adaptar ao atual modelo existente ao mesmo tempo em que busca soluções de consciêntização e melhorias dos "buracos" que o atual sistema possui!

Posso dizer que não queremos tapar o sol com a peneira! Queremos uma mudança de sistema! As adaptações ao sistema, os proprios capitalistas já o fazem para sempre enganar o povo e maquear seu falido e fracasado modelo econônimo (ou de sucesso para aqueles que tem pensamento estreito ou que se deixam enganar pelo conformismo, pela desesperança!)

"Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanha pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina." Paulo Freire

Há quem possa não ser hoje socialista e comunista! Mas basta permita-se fazer o exercício da reflexão sobre o que é esperança, o modelo social do qual está inserido e seu papel na construção dele! E a resposta dessa essa reflexão a posteriore você encontrará.

Para compreender um pouco o mundo que acreditamos que pode ser construído, você não precisa ler somente Marx! Tem Gramsci, Michael Apple, Paulo Freire, dentre outros autores que não são necessariamente "partidários", mas trabalham numa perspectiva de analise crítica da Cultura e educação a partir de teorias fundamentadas na superação do modelo econômico e social Capitalista!

Por fim, se você não tem dúvida do seu papel social, tem esperança e ousadia para lutar contra esse tipo de modelo de sociedade, se acredita que é possível construir um Brasil Soberano, mais justo atrelado ao Desenvolvimento social... Pois bem, você também é socialista e Comunista!

Já na Federal...

domingo, 1 de abril de 2012
Foto de Otávio Machado

Encerrou as eleições do SINTUFEPE - SEÇÃO SINDICAL UFPE para uma gestão de 2012 / 2014. Como já havia dito em postagens anteriores, a Eleição foi para o '2º Turno' nos dias 29 e 30 de Março de 2012 seguindo as normas do estatuto da Entidade! Com 5 chapas inscritas, a chapa 3 'SINDICATO É PRA LUTAR' sagra-se vitoriosa numa eleição apertada, veja os números:

Chapa 1: 222 votos (dois representantes)
Chapa 2: 213 votos (dois representantes)
Chapa 3: 268 votos (três representantes)
Chapa 4: 251 votos (três representantes)
Chapa 5: 91 votos (um representante)

Votos válidos: 1.045

Lembrando que o resultado é proporcional, ou seja todas as chapas terão membros na gestão do Sindicato!

Portanto, parabéns aos que participaram do processo e, independente de quem tenha tido mais ou menos votos, que todos durante a gestão possam contribuir em defesa do trabalhador!

Respeito quem tem história!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Acredito que o título desta postagem já diz tudo sobre o que eu penso do Partido Comunista do Brasil, eu respeito quem tem história! Este ano ele completa seus 90 anos de luta e amor pelo povo Brasileiro. Embora ainda não seja filiada ao partido, dele guardo minha profunda admiração que vem dos tempos de criança que na escola se encantava com a história de luta de um povo contra um regime opressor... história esta que tem um casamento com a vida orgânica deste partido que estava em meio a essa luta e que dentre os seus 90 anos grande parte deles foi na clandestinidade.

Ontem tive o imenso prazer de estar presente na sessão solene da ALEPE em homenagem ao PC do B. Numa cerimônia que aconteceu as 18h 00min, o palco de ações/discussões políticas do Estado de Pernambuco virou palco da emoção do SER Comunista. Não há outra palavra para tentar resumir um sentimento pairou dentre tantos Comunistas e amigos se não dizer... EMOÇÃO!


Emoção a cada palavra proferida pelo Deputado Estadual Luciano Siqueira, a cada singela homenagem feita para aqueles que ajudaram a construir o partido (minha lembrança especial ao seu Zezinho que foi pra guerra do Araguaia e que não só ajudou como ainda ajuda a construir o PC do B) e a memorável rosa para aquela que esteve ao lado de um companheiro, guerreira, nos momentos brandos e nas épocas duras da clandestinidade, da opressão, da época da Ditadura!

A Emoção de ver a história no vídeo e ter a certeza de como o Partido embora antigo, num País onde mesmo nos tempos de democracia seja muito difícil manter firme uma legenda, continua jovem nas suas ações... na sua práxis cotidiana de incansavelmente lutar pela construção de um País Soberano com Desenvolvimento Social. E alimentar também um sonho possível de construir um Socialismo com  a cara do Brasil!

Portanto, deixo minha singela homenagem e agradecimento ao Partido que continua fazendo história levando a luta do povo nas redes e nas ruas para construir o nosso País!

Viva o Partido Comunista do Brasil!

O Medo da Dialética!

sexta-feira, 9 de março de 2012
A dialética é nada mais nada menos que um tipo de método, uma forma de diálogo que tem em sua essência a contradição e a contraposição confrontadas que levam a construção de novas idéias. Esta forma de método foi estudada e apresentada por Hegel e Marx, onde se tornou uma base para defender uma nova epistemologia de pensar a sociedade, o materialismo histórico dialético. É a matéria em dialógica com o psico-social, numa relação de confronto, oposições, choques na diversidade de situações construídas ao longo de uma historicidade, para assim explicar a realidade. Este tipo de método trás de caráter forte o pensar a sociedade através dos modelos econômicos que estão implementados. Foi dele que veio aflorar inquietudes sobre a relação Burguesia x Proletariado e as alternativas de superação que seria a construção da transição socialista para posteriore alcançar o Comunismo. Esse modo de pensar e atuar na sociedade foi sendo teorizado e consolidado ao longo de anos através da organização dos trabalhadores (as) e jovens na sua participação dentro de partidos, organizações e juventudes.

Em meados do século XXI venho me questionando sobre como os jovens vem debatendo e aplicando este modo de enxergar a sociedade. E minha conclusão hoje é que estes jovens estão com medo da dialética, o medo de disputar os espaços e as idéias... E este medo fica bem nítido dentro de espaços de representação do povo e nos espaços/fóruns de organizações de juventudes.

No primeiro espaço vemos o grito ovacionado pelos apartidaristas/independentes que vem crescendo e ultrapassando muros, onde ao meu entender em situações até conduzida de forma irresponsável. Não entenda, caro leitor, que aqui eu esteja querendo tolher os apartidários, porque não é isso. Acredito que se estamos numa sociedade democrática com pluralidade de opiniões é preciso respeitar a posição pessoal desde de que ela não venha a tolher a opinião do outro. Portanto, aqui apresento também a minha opinião que diverge da opinião deste grupo.

Os fatos decorrentes no Brasil sobre corrupção (por exemplo) que atingem tanto dos governos de direita quanto de esquerda faz exprimir um sentimento de desperança entre alguns brasileiros, algo que contribui para reverberar as posições e opiniões dos independentes/apartidários. Por outro lado isso não significa que todos os partidos concordam com tais práticas (inclusive os que fazem parte do governo). Pois para concorrer a uma eleição é preciso participar de um partido e até mesmo construir um forte coligação com aqueles que por hora apresentam pautas afins. Isso garante que alguns partidos, por exemplo os de esquerda nessa atual conjuntura, possam mostrar qual sua ideia e sua forma de gerir alguns locus (espaços) de política pública. E isso não significa que ele concorde com todas as práticas pessoais e/ou partidárias de outrem.

Participar dos espaços de poder é uma forma de buscar construir a sociedade, mesmo que o campo ainda assim não seja tão favorável. Pois esse campo de alguma maneira tem que ser iniciado e não é ficando do lado de fora que isso vai ser garantido. Mas nem todos tem essa compreensão e acham que estes tais partidos são os traidores do povo. Sei que tal afirmativa não procede, pois respeito todos aqueles partidos que disputam os espaços de governo para poder garantir que tenhamos um Brasil mais justo, Soberano e com Desenvolvimento Social. E condeno, discordo de todos os independentes/apartidários que numa posição muito confortável de levantar a crítica pela crítica se sobressaem no discurso, mas na prática nunca se colocam nos espaços para solucionar os problemas. Em outras palavras, eles não dão a cara pra bater assumindo os espaços de poder. Espaços estes que são necessários para propor verdadeiras mudanças para a sociedade Brasileira. Inclusive estes que tanto apontam e criticam tem responsabilidade com a Sociedade a partir do execício que é obrigatório para todos os Cidadãos Brasileiros, o voto! Logo é bom lembrar as estas pessoas que quem elege o Governo não são Entidade, organizações, juventudes... SÃO PESSOAS! Ou seja... Se alguém está no poder é porque ele teve maioria de votos no processo Eleitoral (a exemplo de Eduardo Campos foi eleito por 80% da população Pernambucana).

Muitas vezes que está acusando os outros por eleger governo A, B ou C pode ter sido um a ajudá-lo a se eleger. No entanto fica muito mais fácil apontar e culpar os outros! Esses outros que são aqueles que não tem medo de dizer quais suas posições e as defendem com convicção. Pois se por hora tal Governo não esteja em alguns pontos caminhando de forma coerente com aquilo que foi do seu projeto para a Sociedade, está no seu direito de cidadão também cobrá-lo pelas propostas feitas e não somente aceitar qualquer coisa que venha de forma distorcida! Portanto de maneira responsável existem em determinados momentos a necessidade de pressionar o Governo. Pois aprendi na luta cotidiana que quando algo vai caminhando por linhas tortas é com a pressão popular que faremos a gestão/governo caminhar para o lugar que acreditamos que seja mais justo não apenas para mim, mas para a sociedade Pernambucana!

Num segundo viés é notório a falta de confiança e desorganização de algumas juventudes, algo que é apresentado a partir de um processo histórico e que acaba dando margens aos discursos de independentes/apartidaristas. Digo recorrente de um processo histórico, pois não estamos mais na Ditadura e nem tampouco num governo que seja Neoliberal. Mas precisamos ter a clareza de que embora tenhamos avanços de estarmos num Governo de frente de esquerda, ainda temos muito a caminhar para construir o País dos nossos sonhos. Atualmente algumas juventudes apresentam suas fragilidades devido a falta de maturidade para aceitar as disputas internas e até mesmo a falta de compreensão de seu compromisso social enquanto organização. A divergência de opinião se faz importante numa sociedade plural para que assim possamos amadurecer idéias e ideais afim de construirmos uma sociedade democrática, justa e livre de todas as formas de opressão. Logo, é saudável e salutar o ato de divergir e se oportunizar a ouvir a opinião de outrem. Como é importante também compreender o papel de tais juventudes , não colocando acima delas por ventura os projetos pessoais. Dentro dos espaços de representação do povo elas devem honra-lo e respeita-lo afim de garantir a unidade de política. Bem como cumprir seu papel enquanto organização social para estar do lado do povo. Não cito aqui juventudes A, B ou C porque analiso isso como o papel de todas.

Por fim, acredito que é preciso refletir as atuações e opiniões dos jovens frente ao desenvolvimento da sociedade. Como também é de responsabilidade das juventudes politizar e organizar os jovens para este novo Brasil. E para isso se faz necessário ter respeito, maturidade, unidade política e organização para se fortalecer e disputar os espaços de representação do povo. Em outras palavras, para os que acreditam no materialismo histórico dialético, é não ter medo da dialética!

Enquanto isso na UFPE... terá 2º Turno!

O quórum das Eleições do SINTUFEPE-SEÇÃO SINDICAL UFPE não foi atingindo (que seria de 50%) e haverá uma nova Eleição nos dias 29 e 30 de Março de 2012. Desta vez o processo Eleitoral não precisará de quórum mínimo, seguindo as normatizações do Estatuto da Entidade.

Paralelo a isso, haverá uma Assembléia Geral para Eleger os Delegados (as) do Congresso da FASUBRA (FEDERAÇÃO DE SINDICATOS DE TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS) no dia 22 de Março de 2012 as 9h 00min no Auditório do CCSA - UFPE. 

Então, você que é trabalhador da UFPE, Participe!

4 de Mar. de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012
No dia do Aniversário o//


Obrigadinha a Lembrança de todos transmitidas através de mensagens via orkut, facebook, twitter e celular! São 24 aninhos bem vividos e felizes por estar de bem com a vida e cercada de carinho de todos os meus amigos e familiares!


Meu muito Obrigada a todos :*


Parabéns para Nós... Mulheres da Luta!



Aos poucos as mulheres vão mostrando que suas qualidades vão para além de ser a Dona de Casa, a mãe, a esposa dedicada. Elas mostram que essas funcionalidades são um véu histórico colocado numa sociedade que por hora Machista tolhiam das mulheres a oportunidade de estudar, constituir uma carreira e assim ter uma futuro promissor nos diversos segmentos que eram massivamente ocupados por homens.

Atualmente elas são gerentes, chefes de grandes empresas, ministras e já chegaram até a Presidência da Republica. Mesmo assim ainda enfrentam muitas dificuldades, barreiras causadas pelo preconceito entranhado na sociedade.

Preconceitos estes que são verdadeiros reflexos da metamorfose Capitalista perene. Um modelo de sociedade que através dos espaços de poder já questionou até o nível de QI / inteligência da mulher, através da biologia, para dizer que a mesma é inferior ao homem e assim justificar possíveis diferenças (como a salarial). Atualmente as professoras, por exemplo, ganham aproximadamente 1408 reais a menos que os professores. Porém relação de trabalho não tem haver com com ao debate biológico e de gênero, tem relação com as competências e habilidades de cada um para exercer tais funções. Este pequeno dado só é uma singela amostra de que ainda temos muita luta pela frente para alcançarmos de fato e por direito a emancipação feminina.

E para isso precisamos de novas Pagus, Olgas, Heleniras, Elzas, Loretas, Simones de Beauvouis e tantas outras mulheres a frente de seu tempo na luta para construir uma sociedade crítica, livre de opressões, emancipacionista e socialista.

Parabéns para Nós... Mulheres da Luta!

Na UFPE é... Tempo de Eleição!

Nos dias 07 e 08 de março de 2012, no horário das 08h00 às 20h00, ocorrerão as eleições do SINTUFEPE-SEÇÃO SINDICAL UFPE para uma gestão de 2012 / 2014. Foram inscritas 5 chapas! Neste processo Eleitoral o Resultado é proporcional. Em outras palavras, quanto mais votos uma das chapas tiver mais representantes terá na nova gestão do Sindicato.

 Depois postarei informações do resultado da eleição com sua devida 'proporcionalidade' :)

Um desabafo e uma opinião...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Por Melka Pinto

Fiquei muito triste agora quando vi o facebook do menino que mataram aqui na Ilha durante as Katraias não tem como não se sentir mal ='(

É como o professor de psicologia disse uma vez: "-as pessoas tem necessidade de olhar de perto porque ao mesmo tempo tem o sentimento de alívio, elas pensam: ainda bem que não foi comigo" e eu digo mais, ainda bem que não foi com ninguém que eu amo, agradeço a Deus por terminar o carnaval e tá tudo certinho com as preciosidades da minha vida, minha família, meus amigos! É por isso que eu amo o espiritismo, ele me dá a resposta pra tudo que eu preciso e me faz sentir melhor! Que Deus e os amigos de luz desse menino, o envolva com muita paz, serenidade e assim desejo pra família dele também =´( E abro um espaço também pra falar da violência durante as festas carnavalescas aqui na MINHA TERRA. Itamaracá é uma cidade muito linda, mas o povo daqui é muito carente de infra-estrutura, serviços de qualidade em educação e saúde, entre outras coisas. E a juventude daqui, ou seja, os nativos, estão cada vez mais marginalizados pela FALTA DE OPORTUNIDADES, é triste de mais quando eu vou pra rua e vejo o que eu vejo! Venda de drogas a torto e a direito, e olhe que eu tenho um pouco de experiência nessas coisas viu? (EPA, nunca vendi, mas já perdi muitos amigos pro tráfico) E a partir disso, vem os assaltos, os menores envolvidos por uma galera já experiente e toda a bandidagem que a gente já conhece. Então o que temos, cidadãos que deviam tá se divertindo, estudando, trabalhando, vivendo suas vidas dignamente QUERENDO ser OS REIS DO PEDAÇO e daí acham que são os donos do mundo por que tem "UM FERRO" na cintura e por motivos banais, pela falta de educação mesmo, acontece o que aconteceu com o Luiz Gustavo nas Katraias! Foi falta de segurança pública? Foi também, mas visualizo numa esfera muito mais ampla, por que eu sei o que acontece aqui!

E eu GRITO para os HIPÓCRITAS DE PLANTÃO que falam mal de Itamaracá no carnaval por conta dos presídios, em outros lugares como disse Thamires acontecem episódios IGUAIS "cenas tristes que não são relatadas na TV... ou não teria mais carnaval!" Não rola falar na mídia do alto índice de assaltos, homicídios, quando se tem o maior bloco do mundo nas mãos e tudo mais que temos no carnaval pernambucano, saca? E cá pra nós, vocês acompanharam a confusão lá da apuração dos votos das escolas de samba? Mostraram na TV um cara rasgando as notas e a gente sabe que ali só tem peixe grande, violência pesada, homicídio? NINGUÉM sabe, ninguém viu!
As coisas são assim em todos os lugares, a realidade é triste e miserável, mas por favor, não falem mal de Itamaracá, minha Ilha é tão vítima quanto todos vocês! Ô meu Deus, Ô nossos governantes, ROGAI POR NÓS!

[...]

Nem tudo é tão belo no Carnaval!
Por Thamires Lucena

Pois é Melka... Porque será que o Ministério Publico tava barrando as Prévias?! Pela onda de assaltos e violência gratuita que estava atormentando os moradores e os cidadãos que queriam festejar o único período do ano que se escuta frevo... se divulga frevo... se promove esta dança que é genuinamente PERNAMBUCANA e ao que parece só é valorizada nesta época do ano... Como já tinha dito mais cedo "Eu ficaria mais feliz se tivesse frevo o ano todo... e não SÓ no Carnaval! Parece que a gente só lembra de nossa cultura nessa época e olhe lá!" E com certeza esse episódio infelizmente aconteceu em vários pólos... não só em Itamaracá! Em Olinda nas Prévias, no Recife o Galo da Madrugada , como foi relatado por uma bombeira, a maioria das ocorrências era de pessoas acidentadas com arma branca, No Rio teve mulher assassinada com um tiro porque reagiu de forma negativa a uma paquera, em SP o episodio da apuração, e tantos outros! Também não basta ter uma boa segurança pública se não dermos um bom suporte na Educação Básica para que os jovens conheçam seu direitos, deveres e compreendam seu importante papel na construção da sociedade... Tudo vai virando uma bola de neve e é mais fácil pensarmos em paliativos do que transformarmos a vida de um cidadão ou poderia dizer TORNÁ-LO de fato um cidadão! Isso me faz até pensar qual é o real sentido do carnaval?!... Eu trocaria o carnaval por mais festivais de Cultura e arte promovidos durante o ano com seus objetivos bem delineado e bem organizado! Mas há uma questão ECONÔMICA envolvida para que o CARNAVAL se mantenha... vai ver que é por isso que só ouvimos o FREVO no carnaval!

Reflexões de uma Privatização...

domingo, 12 de fevereiro de 2012
Hummm... privatização dentro do governo atual?! Será que essas pessoas esqueceram sua linha ideológica ou fingem estar esquecidos para a população?!

Há quem diga que é melhor privatizar para atender a população pobre do que privatizar para beneficiar os ricos... Porém o que questiono é que para melhor atender a população é preciso privatização?! É preciso seguir uma lógica que foi implementada anteriormente e que recebeu duras críticas de quem era a favor das estatais?! Privatizar pra melhorar ou não fere um determinado pensamento ideológico e ainda afirma uma possível incapacidade do estado de gerir de forma qualitativa alguns setores.

Há quem questione que quando se trata de governo a Ideologia deve ser colocada em segundo plano porque os 'tempos são outros' e o que foi privatizado não seria prioridade para o governo... Porém Discordo de que as posições ideológicas devam ser colocadas em segundo plano porque são elas que nos movem a lutar por um País mais justo! Eu não acredito que o caminho para chegar a um País soberano atrelado ao desenvolvimento social seja 'remodelando' um mecanismo apresentado no ápice do neoliberalismo. Não é porque mudou o governo e que os 'tempos são outros' que eu, enquanto ser humano crítico e que votou neste governo, irei me calar diante daquilo que visualizei em outrora (debate e propostas) e do que vejo hoje. Minha discordância não é subjugando se existe a privatização 'boa' ou a 'ruim', nem tampouco se o que privatizou é prioridade ou não. Simplesmente aponto um dado contraditório, em minha opinião, que fica em relação a ideologia de um dado partido (até que me provem o contrário). Também enquanto ser humano tenho a mente aberta para dialogar, respeitar e ouvir opiniões que sejam contrárias a minha. E acredito que opiniões assim podem ser saudáveis para repensar a atuação do governo e não para destruí-lo. Afinal sempre ouvi que é através da pressão popular que damos a 'linha' para o governo a avançar. Como também não é porque já votei que devo deixar minha opinião de lado e aceitar tudo o que vier. Fazer isso para mim é pecar por omissão!

Há quem diga também que o dado partido não feriu sua Ideologia pois o mesmo defende uma não privatização que não fira o povo e beneficie alguns, neste caso foi uma privatização que vai beneficiar a maioria... Se isto realmente for o que pensa este partido significa que em outros tempos usou o pensamento Ideológico de outrem para se autoafirmar (e realmente espero que não seja isso!). E outra, se isto não estivesse ferindo a base Ideológica do mesmo porque então essa notícia ganhou um grande status?! Nos jornais, como o Jornal do Comércio de Domingo, vem noticiado a primeira grande privatização do 'Jeito de governar' de um tal partido. Alguns podem até querer indagar que é um golpe da imprensa para fragilizar o governo. Porém, a imprensa não encara essa notícia como algo ruim. Muito pelo contrário, para ela é um avanço. Mas logicamente não ia perder a oportunidade para falar que quanto ao assunto de privatizações não há diferenciações entre governos de esquerda ou direita. O fato é que quem aprovou a privatização é quem quer mascarar a notícia afirmando que não foi privatização e sim concessão! E por fim, se não ferisse Ideologicamente o partido por que isto está causando 'desavenças' dentro do mesmo?!

Relatos por uma jovem entre tantos outros jovens revolucionários! Parte I

sábado, 28 de janeiro de 2012
Dia 20 de Jan. de 2012...

O dia em que o Recife parou e respirou Revolução. Antes disto tornar-se possível foram muitas discussões e reuniões acerca do dito por alguns 'boato' do aumento das passagens. Dentro dessas discussões, ampla participação dos movimentos sociais, partidos & juventudes de esquerda, anarquistas e independentes. Todos unidos no mesmo objetivo: Barrar o aumento das passagens! Estabeleceu-se comissões para melhor organização do grande dia. Foram mais de 300 pessoas, há quem diga que foram poucos. Mas organizar uma passeata em pleno mês de Janeiro com férias, nunca será uma tarefa fácil!

Os 300 guerreiros com cartazes, faixas e bandeiras misturadas a tinta dos rostos pintaram um Recife mais belo e muito bem acolhido pela população Pernambucana. Ao passar na avenida o coro de nossas vozes somava-se aos aplausos dos trabalhadores que nos viam. Em contraponto a essa mágica beleza via-se ao lado a, por enquanto, silenciosa marcha da repressão. A passeata foi organizada no dia em que o aumento entraria em votação e nosso objetivo era seguir rumo ao Consórcio Grande Recife para podermos barrar esse aumento. Durante o protesto no Centro do Recife recebemos a notícia que o fato havia sido consumado (aumento de 6%) e seria enfim instituído no dia de domingo seguinte (22 de Jan. 2012). A proposta aprovada foi a de Governo, o que nos fez prontamente mudar o percurso da passeata para o Palácio das Princesas. Quando chegamos aos Cais e íamos seguir para a Casa do Governo nos deparamos num momento propício para uma ampla e eficaz investida da polícia, a final ali era uma ambiente de pouca circulação de pedestres, poucas testemunhas para a cena de guerra. E foi assim que se sucedeu! Bombas lançadas, tiros de bala de borracha e muito spray de pimenta transformou o protesto pacífico em cenas de uma filme de guerra cuja história era verídica. Corremos, fugimos pois não tínhamos como lutar contra as armas da PM-PE se a nossa arma era apenas a voz! A passeata se partiu e os vários grupos que se dividiam entre as ruas do mercado de São José. Em nosso semblante as marcas do desespero fugaz recebidos com  as lojas que iam fechando por onde passávamos... Então fugíamos para lugar nenhum!

Passado o momento de tormento, era hora de pensar, discutir e agir perante tal situação. Logo entramos em contato com os outros grupos e iriamos seguir rumo a FDR para encontrar os outros camaradas. No caminho não calamos, as armas não nos fizeram perder a voz. Apenas fez enfervecer mais o sangue vermelho comunista e ter ainda mais convicção de falar, pois gritar neste momento era preciso! Partimos pelo mercado, rua nova, imperatriz, 7 de setembro e desta vez tranquilos e animados, entre nossos gritos vinham mais uma vez aplausos.


Ao chegarmos a faculdade, já se encontravam alguns companheiros feridos e/ou que transformavam o cansaço em força para lutar pela liberdade de expressão e contra todo tipo de excesso feito pela polícia para tirar nosso direito constitucionalmente garantido! Fizemos plenária! Em reunião a decisão era seguir para OAB para fazer a denúncia contra a polícia, paramos a Rua da Faculdade de Direito da UFPE para seguir na caminhada. Mas as cenas de guerra se repetiram... Corremos para dentro da faculdade achando que teríamos a segurança necessária, pois dentro de uma Universidade Federal só é permitido entrada da polícia federal. No papel isso pode até ser concreto, mas não foi o que vimos na prática. 

Ficamos presos entre fumaças e mais feridos... Neste dia a FDR / UFPE volta a ser o mesmo cenário/palco uma vez visto em 1977, época da ditadura militar. Ditadura?! Será que a medida que a sociedade avança nós regredimos?! Não... mesmo que as vezes algumas atitudes possam nos levar a tal pensamento. E isso só nos fortalece a pensar que o nosso espírito revolucionário de desejar um País mais justo construído com respeito a liberdade e pluralidade de opiniões não envelheça! E a luta continua, firme ela continua! E este é apenas um capítulo relatado por uma jovem entre tantos outros jovens revolucionários!

REFLEXÃO...

Nunca vou baixar minha cabeça frente aos problemas que me afligem...

Essa nunca foi minha postura e não será agora que vou mudar pela falta de habilidade política de outrem de dialogar e me convencer!

Vida real na TV?!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Há quem me crítica de certa forma por dar 'IBOPE' ao que aconteceu no Reality Show mais famoso do Brasil (isso não dá para negar que ele é!). Mas achei muito interessante o que o fato gerou na população, a princípio, que tem acesso a internet. Não defendo o programa, até porque  eu nem defendo o conteúdo programático definido por essa emissora (e isso vai desde os jornais até o próprio BBB). Acredito que as discussões entorno  dele geraram elementos interessantíssimos que poucas vezes a gente vê sendo discutido com tanta força e amplitude pelos diversos segmentos sociais. Sendo estes os debates: De gênero, raça e mídia.

O de gênero caracterizado especificamente no debate de opressão a mulher. Quando a mulher tem o seu corpo 'violado' para todo Brasil. Onde em mais de 7 minutos de vídeo as pessoas assistiram tal opressão e começaram a denunciar o suposto 'estupro'. A garantia e defesa aos direitos da mulher foi tão fortemente colocado que ganhou os TT's do twitter, denúncias a emissora, mobilização dos movimentos de mulheres e denuncia a polícia que se colocou a investigar/apurar o fato.

Em consequência disto vieram os que afirmavam que ela estava consciente e que a polêmica foi gerada porque estava no episódio o envolvimento de um negro, o único negro da casa! Onde de forma infeliz o Pedro Bial , fez questão de trazer essa lembrança, na estréia do programa quando o questionou por isso e imediatamente ouviu um boa resposta. Para o público que o defendia se a emissora tomasse uma postura de retirar o candidato do programa seria incitar o racismo. Afinal, estamos numa sociedade em sua essencia construída pela mistura de cores e ritmos, onde a maioria da população se declara parda ou negra, onde historicamente os jovens negros se configuram entre dados de menores oportunidades. Sendo este um segmento que ainda  está sobrerrepresentados entre os que não trabalham e nem estudam e que quando estes tem sua inserção no mercado de trabalho é em condições de maior precarização perante a dos jovens brancos, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). É de causar indagações por ser o único negro!

Enfim, o único negro da casa foi expulso, segundo Pedro Bial, por violar as regras do programa. Regras do programa?! Seria isso mesmo ou seria a violação a direitos individuais garantidos?! Foi aí que ficou para mim muito mais claro como é grande a disparidade entre o que acontece de fato pay-per-view e o que eles editam para passar ao grande público. Eles (os editores) conseguem transformar anjos em demônios, tentativas de estupro em uma bela e linda paixão de carnaval. Visualizo como a globo se coloca acima da Lei para manter seu Ibope e fazer com que a população acredite que aquilo é sim vida real na TV. Porém, eles não relatam para a população que essa vida vem recheada de edições e censura à atuação dos participantes. É um jogo de vale tudo onde quem ganha de fato não é os participantes, nem tampouco os telespectadores, mas a grande rede Globo. Expulsar o candidato ou a candidata não resolverá! Pois como já foi dito por alguns nas redes sociais "A rede Globo é o verdadeiro estuprador da Sociedade!".

Acredito que levantar tais elementos são importantes no que tange o pensar a nossa sociedade livre de opressões, racismo e com uma mídia mais preocupada em informar de maneira imparcial a sociedade. E para instigar esse pensar e assim fazermos a revolução é  preciso atrair mais pessoas a pensarem tais elementos que podem ser travados no cotidiano. Buscando assim, a partir do que é construído no seu dia-a-dia, forjá-los a pensar, refletir e agir compreendendo o seu papel de cidadão transformador do mundo. 

Currículo: Mera formalidade escolar?!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Peguei-me a pensar tal frase a partir de tantas e tantos fatos que aconteceram no meu cotidiano. A exacerbação do orgulho burguês, a acomodação da população quanto aos problemas da desigualdade social gerado pelo modelo econômico aplicado em nossa sociedade. Isso fica tão explicito nas escolas, nas ruas... Mas por que, por exemplo, vemos isso nas escolas básicas e na Universidade se até onde sei quase todas (nas públicas são todas!) são norteadas por um currículo fundamentado na epistemologia da analise Marxista, nas teorias críticas educacionais?! Seria o currículo algo velho, desatualizado, desinteressante aos milhões de jovens que podem tornar-se cidadãos críticos para poder transformar a sua realidade, mudar o seu mundo?! Ou numa linguagem mais chula, ele seria um documento que professores se reúnem para fazer (ou não, podem pagar para isso, talvez...) com o simples objetivo de conseguir abrir a sua grande empresa... A Escola!

Não sou profunda estudiosa no debate do currículo e das teorias educacionais. Mas tomo a liberdade de opinar sendo também uma jovem estudante que enxerga, reflete e crítica a forma como é conduzido o saber pedagógico e que ai de achar que ele precisa melhorar, e muito!

O curriculo de uma escola, de uma Universidade não é um mero documento, uma mera formalidade escolar! Ele é o reflexo de um público, de uma parcela de sociedade que está envolvida com a escola. Ou seja, é o envolvimento do professor, estudantes e representações, gestores, comunidade, familia. Nele encontramos seu carater ideológico de pensar a sociedade e suas formar de intervir. Algo que pode ser construido de maneira democrática com a sociedade não pode, jamais, ser considerado uma mera formalidade. Cabe a reflexão dos que estão diretamente envolvidos na organização e no ato de disseminar o saber pedagógico a seguinte provocação: Não estariam fechando os olhos frente aos seus ideais e de joelhos assumindo, indiretamente, as práticas do modelo capitalista de se ver / enxergar o educar?! Estes últimos precisão compreender o seu papel social e a partir do seu entendimento deve construir e aplicar o currículo. O currículo não está para atender um determinado status quo que fortalece as desigualdades sociais e nem tão pouco é algo técnico que não gere inquietude entre os jovens.

A escola é um objeto central para a "disseminação" de uma determinada ideologia, pois ainda que com suas dificuldades atingi grande parte da população. E essa disseminação / transmissão do conhecimento se dá atraves do curriculo escolar. Portanto, se faz necessário que os escritos produzidos a partir da crítica/analise marxista saia do currículo "papel"/"documento". Precisa tomar corpo, ganhar azas, voar ao mundo! De maneira mais clara, ele precisa ser assumido enquanto práxis do cotidiano escolar.

Pois bem, O Amor!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Certa vez o amor me perguntou o que me fazia lembrá-lo... o que eu tinha vontade de fazer quando estava com ele...

Pensei... Pois bem, dentro de mim me veio a fria resposta do gostar de estar! Fria... ou só aparentemente fria. Pois para mim gostar estar resumi uma infinidade de possibilidades de me maravilhar e mergulhar em risos, carinho e nele, no amor! Aaaahhhh... o amor! Algo que aos meus olhares torna-se difícil, exercício impossível de um possível sentir, desdizer, conceituá-lo de forma mais material, mais palpável, mais atingível. Sentimento explicito de pura subjetividade que em seu acalanto só me calo e sinto.

Sinto companheirismo, saudade, dor, prazer, choro, alegria, nostalgia e criatividade (Sim, criatividade! E porque não criatividade?!).O ato criativo de assumir diversas formas e me conquistar, de me orgulhar, de tornar-me-á importante! Por outrora, porém, me desdenha, me machuca com e sem intenção. Mas mesmo assim eu prefiro te receber, te sentir, te perdoar, te adorar em sua plenitude de cores e formas. Pois quando o sinto, decorre em mim a certeza do meu singelo sopro de vida, da minha existência, da minha sina de te provar, te devorar, de simplesmente egoistamente te ter e sentir arder, moer, brotar, morrer ou nascer também em meu peito.

Pois sem o amor não se faz, não se vive, não se constroe a vida.

Eu te Amo, Amor!
Pois bem, amo O Amor!
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