• Blockquote

    Mauris eu wisi. Ut ante ui, aliquet neccon non, accumsan sit amet, lectus. Mauris et mauris duis sed assa id mauris.

  • Viva a Juventude Socialista

    E Comunista!

  • Vicaris Vacanti Vestibulum

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Dia 21 de Dez 2012... Noite de Frevo!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012


Na ultima sexta-feira, dia 21 de Dezembro de 2012, as 19h 00min estava marcando presença no 'nascedouro' de peixinhos para prestigiar a apresentação de Ana Claudia Palhares (Aninhaaaa) e Flor.
 
Parabééééns pela apresentações meninas e outras apresentações virão! Deu tudo certo e elas foram lindas! Ps.: Ver aninha maquiada... não tem preço! hahaha


Deixo aqui os vídeos que Aninha publicou no youtube o//


 
 
 

Lembranças...

domingo, 16 de dezembro de 2012
Foto: Abertura das Olimpíadas do PSA
 
Hoje me emocionei ao ler um ‘post’ de despedida do Projeto Santo Amaro (PSA) de meu amigo Jario Lima. Ler e perceber toda a emoção na escrita me trouxe a lembrança de todos os momentos vividos dentro desse mesmo projeto. Arrancou-me lágrimas pela emoção sentida. Estar no PSA para mim foi uma honra! E o que no início era um sonho a ser realizado, passou a ser sinônimo de mudança de vida.
Foto: São João do PSA
Digo um sonho a ser realizado, pois desde os períodos dos 5 aos 12 anos de vida sempre quis ser professora de natação! Sempre me espelhava nos professores que tive no projeto PARTICIPEsporte da UFPE (onde os mesmos também eram alunos da graduação em educação física da UFPE). Por ironia do destino, passei na UPE em Educação Física e logo fiquei sabendo da existência do Projeto Santo Amaro. Algo que mexeu bastante comigo, pois embora fossem projetos em que eu poderia realizar meu sonho de ser professora de natação. Ele também me dava novos desafios, por exemplo: Diferente do projeto da Universidade Federal de Pernambuco, na UPE o PSA destinava-se a crianças e adolescentes carentes da comunidade de Santo Amaro, era gratuito e os mesmos podiam participar de várias modalidades. Na federal grande parte dos alunos são filhos de funcionários ou funcionários da UFPE e pagavam uma taxa para praticar as modalidades esportivas, lutas e danças.
 
Então, logo quando conclui o primeiro período, fiz a inscrição para ser voluntária no projeto santo amaro. Fiz a seleção e fiquei na expectativa pela aprovação (para mim era quase que passar num vestibular novamente). Quando saiu o resultado procurei Cristiane Feitosa (Cris) e... Não fui escolhida! Fiquei muito triste (só eu sei como fiquei triste, quase chorei na frente dela). Tinha ficado na reserva... eu era a primeira da reserva! Poxa... Saber disso me soava até pior, PRIMEIRA DA RESERVA! E eu pensava... E quem era que ia desistir¿! Quando sai de perto de Cris, chorei! Lembro muito bem que no mesmo dia (ainda triste) quando voltava para casa, estava exatamente no ônibus, o celular tocou. Era uma chamada de um número que eu desconhecia. E minha felicidade foi saber que a pessoa a qual se identificava era Cris. E me informava que fui selecionada para o PSA. Acho que nunca havia sentido momentos de tristeza e alegria tão rápida, tão instantânea. Ela me perguntou se eu queria participar... é claro que eu queria!
 
Foto: Olimpíadas do PSA - Equipe laranja e seu mascote
Foi ali, no Projeto Santo Amaro, que minha vida começou a ganhar sentido e logo comecei a perceber as mudanças drásticas que ele me causou. Veio-me também as inseguranças e incertezas de uma jovem tímida e que não falava em publico. Ali aprendi a lidar com meus medos... Inclusive disfarçar minha timidez. Tive bons colegas que me ajudaram a compreender o projeto, a compreender a sociedade, a pensar e ressignificar minha pratica pedagógica. Foi no projeto que comecei a compreender na prática o papel de ser professor.
Sai do Projeto sem me despedir. Pois me afastei num momento que era muito difícil para mim, muitas responsabilidades e não desejava ser negligente num espaço que foi minha verdadeira escola da vida. Em mim naquele momento de afastamento tive o desejo de que voltaria e ainda pretendo voltar como voluntária (se deixarem kkk).
 
Foto: Olimpíadas do PSA - Equipe laranja e seu mascote
Por fim, posso dizer que fui feliz no PSA, realizei sonhos e ajudei pessoas a realizar seus sonhos também. Acho que cada um de nós, professores e ex-professores do PSA, temos|tínhamos papel fundamental para ajudar a construir sonhos e transformar a vida de tantos jovens educando através do Esporte. E o que esses jovens talvez não saibam é que eles também nos ajudam a sonhar e transformam nossas vidas cotidianamente... Seja a partir da sua presença no dia-a-dia ou pela singela lembrança do tempo que com eles foi vivido. O PSA foi mais que um sonho... Foi minha mudança de vida, foi lição de vida, foi construir em mim o sonho de que a partir da minha prática eu posso e devo mostrar aos educandos que eles são autônomos e capazes de transformar a sua realidade!

ENEM 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Fiz a prova do ENEM e achei muito bacana! É bom ver que exitem provas que não estão preocupadas com as formulas decorebas que é perpetuada por uma educação escolarizada tradicional. Os tempos vão mudando e a sociedade também precisa mudar. A escola precisa mudar! É claro que o ENEM ainda não é o modelo ideal de acesso a Universidade, porque o ideal é que ninguém precise passar por uma prova para ter acesso a uma Instituição de Ensino Superior, considerando que acesso a educação é um direito de todos e dever do Estado. Porém as mudanças na prova do ENEM sugerem mudanças de posturas do professor em sala de aula. É a mudança das metodologias de ensino e do currículo abordadas no contexto educacional.

Agora não admiti-se mais professores que venham com conteúdos que sejam apresentados de forma desassociada da realidade dos estudantes. Tampouco avaliações que busquem mais punir / reprimir os mesmos.  Agora não existe mais um conteúdo que seja soberano perante outros, pois por mais que tentem definir como ciências humanas, exatas ou das tecnologias... eles se entrelaçam, 'se casam', e tomam uma única dimensão... a dimensão que reflete a sociedade.

Hoje posso dizer, com toda a certeza, que a disciplina que em outrora foi utilizada com fins militaristas, esportivistas ou negligenciada no âmbito escolar ganha espaço e identidade na prova do ENEM. Seja pelo viés da cultura corporal de movimento, seja pelo aspecto da promoção da saúde. Na prova, a Educação Física ficou nitidamente expressa em questões que abordavam a obesidade, a corporeidade e as doenças como a diabetes. Confesso que fiquei muito feliz em ler o termo 'cultura corporal de movimento' na prova e me reconhecer enquanto classe (professor) nela. Isto mostra que aos poucos, nós profissionais de Educação Física, estamos assumindo nosso espaço e papel na escola.

Por outro lado, a prova do Enem ainda é bastante cansativa. Principalmente no 2º dia onde se responde a prova de redação. Porém isso não tira a beleza que é fazer uma prova lendo textos de Galeno, Nobert Elias, Martin Luther King com "eu tenho um sonho", Kant, Decartes, entre outros.

Enfim, foi muito bom poder participar desta prova e perceber a sua mudança, sua evolução! É verdade que não estamos com o modelo ideal, mas acredito que aos poucos vamos mudar SIM a perspectiva da escolarização brasileira se acreditármos que enquanto classe temos esse poder de propor as mudanças necessárias em beneficio da sociedade brasileira!

No momento é...

Estudar, estudar e trabalhar!

A vida anda assim... trabalho e estudo! A época de faculdade acabou, e confesso, nem tenho tanta saudade dela! Gosto também das minhas responsabilidades do hoje, do agora! 

Livros que representam: ideologia, grupos de pesquisa
e a necessidade do aprender  English :D
Gosto desse meu novo momento... de me perder nos livros e sorrisos dos meus 'alunos'! Gosto de sentir, por hora, saudades do Movimento Estudantil. Mas gosto também de ver que 'dei o ponto final' nisto e 'abri alas' para que outros possam ter/saber a dimensão que é isso e aprender um pouco de tudo aquilo que aprendi ali!
Meu projeto de Biblioteca aceita boas doações!

No início até estranhei, enfim, ser chamada de professora agora como PROFESSORA! Mas só foi o início porque a cada dia tenho mais certeza que nasci para isto! E a felicidade é saber que estou apenas começando...

Me perdendo nos livros e nos sorrisos... :)



♫ Som da vez ♫

domingo, 11 de novembro de 2012

“Da unidade vai nascer a novidade”

domingo, 4 de novembro de 2012
Foi um movimento criado após a Indignação com a ausência da nossa representação estudantil, pois o Diretório Central dos Estudantes Prof. Paulo Freire ficou sem gestão por quase um ano, deste modo os estudantes ficaram sem sua representação nos espaços deliberativos da Universidade. Passado esse período, o movimento disputou as Eleições do DCE em 2009 perdendo para uma chapa composta por pessoas da antiga gestão, que acabou deixando o DCE sem gestão como hoje. Mas, cientes do nosso Compromisso com a Universidade, o movimento não parou e continuou atuando na Universidade, continuou discutindo as pautas políticas dos Estudantes da UPE. 

Acreditando que a Gratuidade da Universidade era um direito de todos e um dever do ESTADO, juntos com a União dos Estudantes de Pernambuco e a União Nacional dos Estudantes fizemos a Campanha “UPE e Sociedade: Todos juntos pela Gratuidade!”. Durante esta campanha fomos do Litoral ao sertão mostrando a importância de unirmos os estudantes nesta luta, pois era inadmissível estudar em uma Universidade Pública que NÃO era GRATUITA, sendo a UPE a única Universidade ESTADUAL PÚBLICA PAGA do PÁIS! A gestão do DCE daquele período não participou da campanha, acreditando inclusive que esta não deveria ser a principal pauta dos Estudantes da UPE. Mesmo sem a ajuda de nossa Representação Estudantil maior, propomos,reinvindicamos,construímos e participamos de Audiência na Secretária de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente, fizemos abaixo-assinados pedindo não só o apoio estudantil, como também das autoridades e cidadãos Pernambucanos.Entregamos mais de 8mil assinaturas em mãos ao Governador. Após muita luta, após 20 anos a Universidade passa a ser pública de FATO e de DIREITO em 2010. Sendo isto não só um vitória do nosso Movimento, como principalmente dos 16 mil estudantes desta Universidade. 

Após esse período o movimento assumiu a Gestão do DCE UPE sendo eleito com 74% dos votos, o que caracterizava como um reconhecimento dos estudantes frente ao trabalho que foi construído pelo movimento na UPE. Com a idéia de construir de fato uma gestão democrática que possa ser atuante em todos os fóruns da UPE, o movimento buscou contribuir no crescimento da Universidade para que tornasse-a cada vez mais forte e qualificada assim como conquistar corações e mentes para construir um movimento estudantil universitário ainda mais aguerrido.
Encerrando sua gestão, o movimento tinha em si a certeza que de fato construiu uma gestão democrática e atuante no dia-a-dia da Universidade. Cumpriu o papel de fortalecer o Movimento Estudantil tornando esta entidade não só respeitada dentro dos fóruns da UPE como também nos espaços de cunho estadual e nacional. Podia-se dizer que o DCE tornava-se a segunda MAIOR Entidade Estudantil do Estado, não apenas por representar os 16mil acadêmicos,mas por seu protagonismo nas lutas diárias em prol de uma formação acadêmica qualificada e por uma Universidade que cumpra seu papel no Desenvolvimento da Sociedade Pernambucana. Foi esta gestão que:

• Logo após sua posse participou do Conselho de Entidades Gerais da UNE na Cidade do Rio de Janeiro! Neste Conselho participam todos os DCE’s e União de estudantes Estaduais espalhados pelo Brasil. O espaço teve como foco pautar o protagonismo da juventude como decisivo nas Eleições Presidenciais.

• Participou da III CONFERÊNCIA NACIONAL DE ESPORTES representado pelo acadêmico Eduardo Reis (atualmente prof. Formado em Educação Física). Em que o mesmo foi o único representante do segmento estudantil do nosso Estado na Conferência!

• Na eleição para Reitor entregou documento com um conjunto de reivindicações dos Estudantes! Dentre elas destacamos o pedido por uma política mais efetiva de Assistência Estudantil na Universidade e a abertura do Núcleo de Apoio ao Estudante – NAE – que ainda estava desativado.

• NA 1º CONFERÊNCIA DE GRADUAÇÃO DA UPE a Gestão construiu e debateu a Universidade e a sociedade junto com as demais representações estudantis da UPE. Além disto aprovou por aclamação duas moções de Apoio. A primeira pautando política de Assistência Estudantil e a segunda abordando Financiamento das Entidades Estudantis Organizadas na Universidade!

• CONSEGUIU UMA GRANDE VITÓRIA PARA O MOVIMENTO ESTUDANTIL – ABERTURA DO NAE! Desde 2008 o Núcleo de Apoio ao Estudante – NAE – órgão suplementar que tem como papel discutir políticas de permanência dos estudantes na Universidade não funcionava. Com a participação desta gestão, o NAE foi ativado e ainda em 2011 divulgaria sua agenda de trabalho a toda comunidade acadêmica. Além disto começou a oportunizar também aos estudantes, através de editais, algumas bolsas de auxílio permanência, entre outros!

• PARTICIPANDO DOS CONSELHOS DA UPE GARANTE a construção e Aprovação do Novo Código de Ética; Aprovação da Mobilidade Acadêmica na Universidade; Discussão do Censo dos Professores;Acompanhamento de aprovação de diversas bolsas de monitoria, extensão, entre outras.

• INOVOU FAZENDO RECEPÇÃO DOS CALOUROS NO LISTÃO DA UPE! Os Calouros da UPE tiveram festa programada na divulgação do listão da Universidade!

• CONSTRUIU A CARAVANA DCE-UPE NO CONEB & BIENAL DA UNE! A entidade levou um ônibus com cerca de 47 alunos da UPE representando os estudantes da Universidade!

• Trouxe a Aula Espetáculo! Entidade faz a Programação das aulas magnas de 2011.1 no Campus Recife e Nazaré da Mata. Este foi feito em parceria com um programa da Secretaria de Ciência e Tecnologia cujo representante é um professor da UPE.

• Participou do UPE na FOLIA! DCE participou do Carnaval sem esquecer a pauta do Movimento Estudantil! Para o desfile levou o “ônibus do interior – UPE” cujo objetivo foi lembrar do problema do transporte para estudantes do interior do qual isto é mais uma luta permanente por assistência estudantil!

• DCE ESTAVA COM A SOCIEDADE! A gestão participou de Protesto pacífico contra o aumento das Passagens na Região Metropolitana do Recife; Participação na 1ª Assembléia dos Estudantes, promovida pela União dos Estudantes de Pernambuco – UEP Cândido Pinto; construiu parceria com a SECTEC e UPE na promoção do Colóquio sobre Mulher e Ciência e Tecnologia; Parceria com SINDUPE na mesa redonda sobre gestão dos Hospitais Universitários; Entidade apoiou e lutou junto com a ADUPE na pauta de reivindicações do Plano de cargo e carreira e por contratação de mais Professores (do qual vimos as seleções que estavam e estam acontecendo); Participação na grande Jornadas de Lutas da UNE realizada em março no Recife e em Caruaru pelos 50% do fundo social do pré-Sal para a educação.

• Foi essa gestão que iniciou o processo de construção da PRIMEIRA OUVIDORIA ESTUDANTIL que funcionaria nos mesmos moldes das ouvidorias estatais (que infelizmente não teve o processo concluído devido a mudança de gestão);

• Foi esta gestão que construiu o CONEUPE mais representativo da história do Movimento estudantil da Universidade. Foram mais de 600 estudantes DE TODAS AS UNIDADES DA UPE reunidos para discutir Assistência estudantil. Não nego as dificuldade encontradas para a realização do evento. Como também não nego a sua importancia para a discussão das pautas do movimento estudantil independente de forças, grupos, e etc.

• Foi esta gestão que garantiu a reforma (material e compromisso da mão-de-obra ) da sede da Entidade que foi consumada no início da gestão posterior.
Enfim, foram muitas conquistas, dificuldades, vitórias e muita luta. Por uma diferença muito pequena de votos a chapa que se propunha dar continuidade ao movimento não foi eleita. E infelizmente as políticas que deveriam ser de ESTADO não se tornaram de GOVERNO. Na conjuntura pós-eleição o que se viu foi o enfraquecimento e esvaziamento do movimento estudantil. Do qual não quero aqui centralizar o debate, pois acho que não escrevo para desconstruir nem pessoas e nem gestões. Mas para esclarecer o que foi o movimento em respeito a história e a luta cotidiana quem de fato fez parte desta gestão e quis sim construir uma gestão muito vitoriosa. 

Ao movimento que surge na Universidade desejo muita LUTA! Tenha a certeza que muito vão querer desqualificar o trabalho por motivos pessoais, mas é preciso foco, debates e um coletivo forte para discutir e fortalecer o movimento estudantil na Universidade de Pernambuco. Não percam a ternura e o brilho no olhar na busca pelos seus sonhos mesmo que a batalha seja árdua. Lutem para fazer valer seus direitos de cidadão conscientes de seu papel nas transformações que vão para além dos muros da Universidade. Viva a Universidade, ame-a conhecendo suas virtudes e mesmo com seus problemas. Quanto aos problemas, tomando consciencia deles, você pode ser aquele que vai ajudar sim a mudar com soluções! Estar no movimento estudantil da UPE também é um exercício de cidadania em que você não vai só ajudar a Universidade na atual conjuntura, mas vai deixar legados para os demais jovens que sonham em viver o sonho da Universidade.

Faça parte,
Faça sua parte,
Faça história!
LUTE!

Eu acredito na força do Movimento estudantil!

Firme na luta, Camaradas!

Turma de Organizador de Eventos PRONATEC / SENAC

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Na segunda-feira foi dia de 'Formatura'! Sim, formatura do curso de Organizador de Eventos oferecido pelo PRONATEC / SENAC. Foram aproximadamente 2 meses de aulas, debates, filmes, visitas técnicas, trabalhos, provas... Enfim, foram dois meses de aprendizado!

Para a finalização do curso realizamos um evento (junto com a turma de recepcionistas) chamado "Um gol de placa na geração de emprego e renda" que trazia uma palestra cujo tema é "Mercado de Trabalho e as oportunidades de emprego existentes no cenário atual do turismo de Pernambuco". Sendo assim, a palestra estava voltada para todos os estudantes que estavam concluindo o curso do PRONATEC tendo como finalidade mostrar o cenário do turismo como espaço de oportunidade profissional para os futuros formandos.

Por fim (e não menos importante), agradeço a todos pelos momentos de alegria (que não foram poucos) que tive nesta turma do qual fui adotada (já que fui transferida do curso da tarde para o da noite!)! Guga (Vulgo Jesus), Janaína, Santana, By Drica, Claudia Pedrosa, Doutora Claudia, Carlos Roberto, Paula, Bete, Pulinho, Leo e Rosângela foi um prazer conhecer vocês! Aos mestres Valdemir e Vanessa todo meu afeto! obrigada a todos por me ajudar a estar concluindo mais uma etapa em minha vida... obrigada por fazer parte dela!

Meu forte abraço amigos!

Na política...


“Decretem nossa extinção e nos enterrem aqui”

segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A declaração de morte coletiva feita por um grupo de Guaranis Caiovás demonstra a incompetência do Estado brasileiro para cumprir a Constituição de 1988 e mostra que somos todos cúmplices de genocídio – uma parte de nós por ação, outra por omissão 


-Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

O trecho pertence à carta de um grupo de 170 indígenas que vivem à beira de um rio no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, cercados por pistoleiros. As palavras foram ditadas em 8 de outubro ao conselho Aty Guasu (assembleia dos Guaranis Caiovás), após receberem a notícia de que a Justiça Federal decretou sua expulsão da terra. São 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças. Decidiram ficar. E morrer como ato de resistência – morrer com tudo o que são, na terra que lhes pertence. 

Há cartas, como a de Pero Vaz de Caminha, de 1º de maio de 1500, que são documentos de fundação do Brasil: fundam uma nação, ainda sequer imaginada, a partir do olhar estrangeiro do colonizador sobre a terra e sobre os habitantes que nela vivem. E há cartas, como a dos Guaranis Caiovás, escritas mais de 500 anos depois, que são documentos de falência. Não só no sentido da incapacidade do Estado-nação constituído nos últimos séculos de cumprir a lei estabelecida na Constituição hoje em vigor, mas também dos princípios mais elementares que forjaram nosso ideal de humanidade na formação do que se convencionou chamar de “o povo brasileiro”. A partir da carta dos Guaranis Caiovás, tornamo-nos cúmplices de genocídio. Sempre fomos, mas tornar-se é saber que se é. 

Os Guaranis Caiovás avisam-nos por carta que, depois de tantas décadas de luta para viver, descobriram que agora só lhes resta morrer. Avisam a todos nós que morrerão como viveram: coletivamente, conjugados no plural. 

Nos trechos mais pungentes de sua carta de morte, os indígenas afirmam:

- Queremos deixar evidente ao Governo e à Justiça Federal que, por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo. Não acreditamos mais na Justiça Brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos, mesmo, em pouco tempo. Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy, onde já ocorreram 4 mortes, sendo que 2 morreram por meio de suicídio, 2 em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um ano. Estamos sem assistência nenhuma, isolados, cercados de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia a dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários de nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali está o cemitérios de todos os nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje. (…) Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS. 

Como podemos alcançar o desespero de uma decisão de morte coletiva? Não podemos. Não sabemos o que é isso. Mas podemos conhecer quem morreu, morre e vai morrer por nossa ação – ou inação. E, assim, pelo menos aproximar nossos mundos, que até hoje têm na violência sua principal intersecção. 

Desde o ínicio do século XX, com mais afinco a partir do Estado Novo (1937-45) de Getúlio Vargas, iniciou-se a ocupação pelos brancos da terra dos Guaranis Caiovás. Os indígenas, que sempre viveram lá, começaram a ser confinados em reservas pelo governo federal, para liberar suas terras para os colonos que chegavam, no que se chamou de “A Grande Marcha para o Oeste”. A visão era a mesma que até hoje persiste no senso comum: “terra desocupada” ou “não há ninguém lá, só índio”. 

Era de gente que se tratava, mas o que se fez na época foi confiná-los como gado, num espaço de terra pequeno demais para que pudessem viver ao seu modo – ou, na palavra que é deles, Teko Porã (“o Bem Viver”). Com a chegada dos colonos, os indígenas passaram a ter três destinos: ou as reservas ou trabalhar nas fazendas como mão de obra semi-escrava ou se aprofundar na mata. Quem se rebelou foi massacrado. Para os Guaranis Caiovás, a terra a qual pertencem é a terra onde estão sepultados seus antepassados. Para eles, a terra não é uma mercadoria – a terra é.

Na ditadura militar, nos anos 60 e 70, a colonização do Mato Grosso do Sul se intensificou. Um grande número de sulistas, gaúchos mais do que todos, migrou para o território para ocupar a terra dos índios. Outros despacharam peões e pistoleiros, administrando a matança de longe, bem acomodados em suas cidades de origem, onde viviam – e vivem até hoje – como “cidadãos de bem”, fingindo que não têm sangue nas mãos.

Com a redemocratização do país, a Constituição de 1988 representou uma mudança de olhar e uma esperança de justiça. Os territórios indígenas deveriam ser demarcados pelo Estado no prazo de cinco anos. Como sabemos, não foi. O processo de identificação, declaração, demarcação e homologação das terras indígenas tem sido lento, sensível a pressões dos grandes proprietários de terras e da parcela retrógrada do agronegócio. E, mesmo naquelas terras que já estão homologadas, em muitas o governo federal não completou a desintrusão – a retirada daqueles que ocupam a terra, como posseiros e fazendeiros –, aprofundando os conflitos. 

Nestas últimas décadas testemunhamos o genocídio dos Guaranis Caiovás. Em geral, a situação dos indígenas brasileiros é vergonhosa. A dos 43 mil Guaranis Caiovás, o segundo grupo mais numeroso do país, é considerada a pior de todas. Confinados em reservas como a de Dourados, onde cerca de 14 mil, divididos em 43 grupos familiares, ocupam 3,5 mil hectares, eles encontram-se numa situação de colapso. Sem poder viver segundo a sua cultura, totalmente encurralados, imersos numa natureza degradada, corroídos pelo alcoolismo dos adultos e pela subnutrição das crianças, os índices de homicídio da reserva são maiores do que em zonas em estado de guerra. 

A situação em Dourados é tão aterradora que provocou a seguinte afirmação da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat: “A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo”. Segundo um relatório do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), que analisou os dados de 2003 a 2010, o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 para cada 100 mil habitantes – no Iraque, o índice é de 93 assassinatos para cada 100 mil. Comparado à média brasileira, o índice de homicídios da Reserva de Dourados é 495% maior. 

A cada seis dias, um jovem Guarani Caiová se suicida. Desde 1980, cerca de 1500 tiraram a própria vida. A maioria deles enforcou-se num pé de árvore. Entre as várias causas elencadas pelos pesquisadores está o fato de que, neste período da vida, os jovens precisam formar sua família e as perspectivas de futuro são ou trabalhar na cana de açúcar ou virar mendigos. O futuro, portanto, é um não ser aquilo que se é. Algo que, talvez para muitos deles, seja pior do que a morte. 

Um relatório do Ministério da Saúde mostrou, neste ano, o que chamou de “dados alarmantes, se destacando tanto no cenário nacional quanto internacional”. Desde 2000, foram 555 suicídios, 98% deles por enforcamento, 70% cometidos por homens, a maioria deles na faixa dos 15 aos 29 anos. No Brasil, o índice de suicídios em 2007 foi de 4,7 por 100 mil habitantes. Entre os indígenas, no mesmo ano, foi de 65,68 por 100 mil. Em 2008, o índice de suicídios entre os Guaranis Caiovás chegou a 87,97 por 100 mil, segundo dados oficiais. Os pesquisadores acreditam que os números devem ser ainda maiores, já que parte dos suicídios é escondida pelos grupos familiares por questões culturais.

As lideranças Guaranis Caiovás não permaneceram impassíveis diante deste presente sem futuro. Começaram a se organizar para denunciar o genocídio do seu povo e reivindicar o cumprimento da Constituição. Até hoje, mais de 20 delas morreram assassinadas por ferirem os interesses privados de fazendeiros da região, a começar por Marçal de Souza, em 1983, cujo assassinato ganhou repercussão internacional. Ao mesmo tempo, grupos de Guaranis Caiovás abandonaram o confinamento das reservas e passaram a buscar suas tekohá, terras originais, na luta pela retomada do território e do direito à vida. Alguns grupos ocuparam fundos de fazendas, outros montaram 30 acampamentos à beira da estrada, numa situação de absoluta indignidade. Tanto nas reservas quanto fora delas, a desnutrição infantil é avassaladora.  

A trajetória dos Guaranis Caiovás que anunciaram sua morte coletiva ilustra bem o destino ao qual o Estado brasileiro os condenou. Homens, mulheres e crianças empreenderam um caminho em busca da terra tradicional, localizada às margens do Rio Hovy, no município de Iguatemi (MS). Acamparam em sua terra no dia 8 de agosto de 2011, nos fundos de fazendas. Em 23 de agosto foram atacados e cercados por pistoleiros, a mando dos fazendeiros. Em um ano, os pistoleiros já derrubaram dez vezes a ponte móvel feitas por eles para atravessar um rio com 30 metros de largura e três de fundura. Em um ano, dois indígenas foram torturados e mortos pelos pistoleiros, outros dois se suicidaram.

Em tentativas anteriores de recuperação desta mesma terra, os Guaranis Caiovás já tinham sido espancados e ameaçados com armas de fogo. Alguns deles tiveram seus olhos vendados e foram jogados na beira da estrada. Em outra ocasião, mulheres, velhos e crianças tiveram seus braços e pernas fraturados. O que a Justiça Federal fez? Deferiu uma ordem de despejo. Em nota, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) afirmou que “está trabalhando para reverter a decisão”. 

Os Guaranis Caiovás estão sendo assassinados há muito tempo, de todas as formas disponíveis, as concretas e as simbólicas. “A impunidade é a maior agressão cometida contra eles”, afirma Flávio Machado, coordenador do CIMI no Mato Grosso do Sul. Nas últimas décadas, há pelo menos duas formas interligadas de violência no processo de recuperação da terra tradicional dos indígenas: uma privada, das milícias de pistoleiros organizadas pelos fazendeiros; outra do Estado, perpetrada pela Justiça Federal, na qual parte dos juízes, sem qualquer conhecimento da realidade vivida na região, toma decisões que não só compactuam com a violência , como a acirram. 

“Quando os pistoleiros não conseguem consumar os despejos e massacres truculentos dos indígenas, os fazendeiros contratam advogados para conseguir a ordem de despejo na Justiça”, afirma Egon Heck, indigenista e cientista político, num artigo publicado em relatório do CIMI. “No momento em que ocorre a ordem de despejo, os agentes policiais agem de modo similar ao dos pistoleiros, visto que utilizam armas pesadas, queimam as ocas, ameaçam e assustam as crianças, mulheres e idosos.”

Ao fundo, o quadro maior: os sucessivos governos que se alternaram no poder após a Constituição de 1988 foram incompetentes para cumpri-la. Ao final de seus dois mandatos, Lula reconheceu que deixava o governo com essa dívida junto ao povo Guarani Caiová. Legava a tarefa à sua sucessora, Dilma Rousseff. Os indígenas escreveram, então, uma carta: “Presidente Dilma, a questão das nossas terras já era para ter sido resolvida há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar. Por ultimo, o ex-presidente Lula prometeu, se comprometeu, mas não resolveu. Reconheceu que ficou com essa dívida para com nosso povo Guarani Caiová e passou a solução para suas mãos. E nós não podemos mais esperar. Não nos deixe sofrer e ficar chorando nossos mortos quase todos os dias. Não deixe que nossos filhos continuem enchendo as cadeias ou se suicidem por falta de esperança de futuro (…) Devolvam nossas condições de vida que são nossos tekohá, nossas terras tradicionais. Não estamos pedindo nada demais, apenas os nossos direitos que estão nas leis do Brasil e internacionais”. 

A declaração de morte dos Guaranis Caiovás ecoou nas redes sociais na semana passada. Gerou uma comoção. Não é a primeira vez que indígenas anunciam seu desespero e seu genocídio. Em geral, quase ninguém escuta, para além dos mesmos de sempre, e o que era morte anunciada vira morte consumada. Talvez a diferença desta carta é o fato de ela ecoar algo que é repetido nas mais variadas esferas da sociedade brasileira, em ambientes os mais diversos, considerado até um comentário espirituoso em certos espaços intelectualizados: a ideia de que a sociedade brasileira estaria melhor sem os índios.

Desqualificar os índios, sua cultura e a situação de indignidade na qual vive boa parte das etnias é uma piada clássica em alguns meios, tão recorrente que se tornou quase um clichê. Para parte da elite escolarizada, apesar do esforço empreendido pelos antropólogos, entre eles Lévi-Strauss, as culturas indígenas ainda são vistas como “atrasadas”, numa cadeia evolutiva única e inescapável entre a pedra lascada e o Ipad – e não como uma escolha diversa e um caminho possível. Assim, essa parcela da elite descarta, em nome da ignorância, a imensa riqueza contida na linguagem, no conhecimento e nas visões de mundo das 230 etnias indígenas que ainda sobrevivem por aqui.

Toda a História do Brasil, a partir da “descoberta” e da colonização, é marcada pelo olhar de que o índio é um entrave no caminho do “progresso” ou do “desenvolvimento”. Entrave desde os primórdios – primeiro, porque teve a deselegância de estar aqui antes dos portugueses; em seguida, porque se rebelava ao ser escravizado pelos invasores europeus. A sociedade brasileira se constituiu com essa ideia e ainda que a própria sociedade tenha mudado em muitos aspectos, a concepção do índio como um entrave persiste. E persiste de forma impressionante, não só para uma parte significativa da população, mas para setores do Estado, tanto no governo atual quanto nas gestões passadas.

“Entraves” precisam ser removidos. E têm sido, de várias maneiras, como a História, a passada e a presente, nos mostra. Talvez essa seja uma das explicações possíveis para o impacto da carta de morte ter alcançado um universo maior de pessoas. Desta vez, são os índios que nos dizem algo que pode ser compreendido da seguinte forma: “É isso o que vocês querem? Nos matar a todos? Então nós decidimos: vamos morrer”. Ao devolver o desejo a quem o deseja, o impacto é grande.

É importante lembrar que carta é palavra. A declaração de morte coletiva surge como palavra dita. Por isso precisamos compreender, pelo menos um pouco, o que é a palavra para os Guaranis Caiovás. Em um texto muito bonito, intitulado Ñe'ẽ – a palavra alma, a antropóloga Graciela Chamorro, da Universidade Federal da Grande Dourados, nos dá algumas pistas:

“A palavra é a unidade mais densa que explica como se trama a vida para os povos chamados guarani e como eles imaginam o transcendente. As experiências da vida são experiências de palavra. Deus é palavra. (...) O nascimento, como o momento em que a palavra se senta ou provê para si um lugar no corpo da criança. A palavra circula pelo esqueleto humano. Ela é justamente o que nos mantém em pé, que nos humaniza. (...) Na cerimônia de nominação, o xamã revelará o nome da criança, marcando com isso a recepção oficial da nova palavra na comunidade. (...) As crises da vida – doenças, tristezas, inimizades etc. – são explicadas como um afastamento da pessoa de sua palavra divinizadora. Por isso, os rezadores e as rezadoras se esforçam para ‘trazer de volta’, ‘voltar a sentar’ a palavra na pessoa, devolvendo-lhe a saúde.(...) Quando a palavra não tem mais lugar ou assento, a pessoa morre e torna-se um devir, um não-ser, uma palavra-que-não-é-mais. (...) Ñe'ẽ e ayvu podem ser traduzidos tanto como ‘palavra’ como por ‘alma’, com o mesmo significado de ‘minha palavra sou eu’ ou ‘minha alma sou eu’. (...) Assim, alma e palavra podem adjetivar-se mutuamente, podendo-se falar em palavra-alma ou alma-palavra, sendo a alma não uma parte, mas a vida como um todo.”

A fala, diz o antropólogo Spensy Pimentel, pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios da Universidade de São Paulo, é a parte mais sublime do ser humano para os Guaranis Caiovás. “A palavra é o cerne da resistência. Tem uma ação no mundo – é uma palavra que age. Faz as coisas acontecerem, faz o futuro. O limite entre o discurso e a profecia é tênue.”

Se a carta de Pero Vaz de Caminha marca o nascimento do Brasil pela palavra escrita, é interessante pensar o que marca a carta dos Guaranis Caiovás mais de 500 anos depois. Na carta-fundadora, é o invasor/colonizador/conquistador/estrangeiro quem estranha e olha para os índios, para sua cultura e para sua terra. Na dos Guaranis Caiovás, são os índios que olham para nós. O que nos dizem aqueles que nos veem? (Ou o que veem aqueles que nos dizem?)

A declaração de morte dos Guaranis Caiovás é “palavra que age”. Antes que o espasmo de nossa comoção de sofá migre para outra tragédia, talvez valha a pena uma última pergunta: para nós, o que é a palavra?

Este feriadão eu ia só estudar, mas (...)

domingo, 14 de outubro de 2012
Foto com Sandro Dias no Pernambuco Multi Esportes
 Ficou no ia :D

Falando com o público
Fiquei sabendo do Pernambuco Multi Esportes que seria realizado no Centro de Convenções entre os dias 12, 13 e 14 de Out. 2012. Uma ótima oportunidade para assistir, praticar e conhecer os ídolos, em especial dos esportes radicais. Merece destaque a competição de skate vertical que vale pontuação no ranking brasileiro e que contou com grandes ídolos do esporte. Como dito no evento, há muito tempo não tinha um evento deste porte no Estado! Como professora de Educação Física e como pessoa que só assistia a modalidade pela TV, não pensei duas vezes e fui prestigiar! 

Putz... é muuuuito melhor ver de pertinho do que pela telinha da globo! EMOCIONANTE! Sandro tira muuuuita onda, o cara desliza na pista! De negativo só skate de Dan Cesar batendo na minha perna na sexta e agora que eu vi que está roxooooo :O 

 Hoje mais uma vez estarei no #PEMultiEsportes, me despedindo do evento! Espero que a casa hoje fique cheeeia!

Veja a classificação final para o Skate Vertical:

1 – Rony Gomes – 79.332 pontos 
2 – Sandro Dias “Mineirinho” – 77.67 
3 – Edgard Pereira “Vovô” – 74.00 
4 – Italo Penarrubia – 69.97 
5 – Cristiano Mateus – 67.67 
6 – Dan Cezar – 66.67 
7 – Mizael Simão – 62.00 
8 – Sérgio Negão – 59.67 
9 – Lécio da Silva – 59.67 
10 –Marcelo Kosake – 56.67

Ps.: Participar desde evento me fez repensar o conteúdo esporte nas aulas de Educação Física! E me questionar sobre como e quando utilizar os esportes radicais na aulas de Educação Física. Considerando   esta enquanto componente curricular obrigatório na Instituição Escola! Acho que essa fervura em minha mente é o graaande feito do Evento! Ahhh... em breve vou colocar uns videos que fiz no evento (y)



"O mundo dá voltas
Não posso mais parar
É só correr atrás
Nem tudo mudou
Não quero mais pensar
No que ficou pra trás
E nada faz voltar....faz voltar....faz
voltar....aaaaa"

(CPM22/O mundo dá voltas!)

As Babys da casa

sábado, 6 de outubro de 2012
Postando para que vocês conheçam os novos babys da casa! A chocolate e Pérola Negra! As duas vão fazer 3 meses :)

A chocolate é sem dúvida a mais danadênhaaaa... bagunça tudo e sempre vem pra junto da gente com um objeto com uns olhinhos pedindo para a gente jogá-lo! Já a pérola faz o tipo quietinha... fica na dela, come e dorme!

Chocolate é do meu irmão mais velho (Thiago Lucena) e Pérola é da minha irmãzinha (Thais Lucena)

#Fofas :D

Aluno... Não! Sou estudante!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O dia do Estudante é comemorado na mesma data que foram criados os primeiros cursos jurídicos do Brasil. E em razão ao centenário desses cursos foi instituido o dia do estudante.

Jovens ou não, estudantes de cursos jurídicos ou não, somos milhares e ao longo de uma historicidade mudamos... e estamos sempre mudando!

Já fomos poucos... os que pertenciam a classe nobre e que estudava o repertório das grandes obras literárias! Período em que de fato educação escolarizada era para poucos.

Já fomos segregados... onde os filhos da burguesia estudavam para ser patrão e os do proletariado a se contentar a ser flagelado.

Já somos diferentes... a partir do momento que se discute uma educação que faça com que o estudante (e não aluno) compreenda sua seu papel nas transformações do mundo!

Por já sermos diferentes, não nos acomodamos e nos reconhecemos enquanto classe que organizada torna-se protagonista para mudar não só nossa realidade de estudante... mais mudar a realidade Brasileira. E graças a bravura de tantos Honestinos não sou aluno que em outrora se estabelecia com um alguém sem luz. Sou estudante forjado na luta pela liberdade de expressão, contra a ditadura, dos caras pintadas, dos que lutam por um Brasil mais justo, soberano e com desenvolvimento social! 

PARABÉNS FILHOS DA PÁTRIA QUE NÃO FOGEM A LUTA!
PARABÉNS ESTUDANTES BRASILEIROS!

Hello! Do You Speak English?

domingo, 29 de julho de 2012
Hi! So So...

Nesta semana comecei aulas de Inglês... todo dia com duas horas de duração! Finalidade: Me preparar para o mestrado o//

estou adorando... já comprei até revista de jogos para ajudar e essa semana vou comprar o dicionário! Farei a prova da ABA ainda este ano para poder concorrer aos mestrados do UPE, UFPE e Universidade do Porto / Portugal.

Let's Go!

♫ Som da vez ♫

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Final de Semana


No Sábado após debate político fui ao #FIG2012 assistir o show de Lulu Santos com o povo da UJS!

Na foto: Thiara, Xaropinho, Emy, Baby, Thauan, Eu, Vini, Jean e Tobias!
Tinha outras pessoas também... Nilson, Ossi e Cássia ^^

ir para a #FIG sem roupa quentinha me rendeu uma garganta em falha, mas tá valendo!

#Adorei :P

As operadoras da semana :)


Entrevista de Rosane Collor ao Fantástico pode ser retaliação

segunda-feira, 16 de julho de 2012
Fonte: ianoticia

O programa ”Fantástico” exibiu, neste domingo, dia 15 de julho, um depoimento exclusivo da ex-primeira-dama Rosane Collor, com detalhes sobre o que acontecia na época que o seu marido, o senador Fernando Collor, era presidente do país.

Em entrevista ao jornalístico da TV Globo, Rosane conta que a relação do ex-presidente com PC Farias era mais próxima do que ele admitia na época. Ela diz que o empresário se encontrava sempre com Collor, na residência Oficial. Rosane também revelou que eram feitos rituais de magia negra por uma mãe de santo chamada Maria Cecilia, dentro da própria residência oficial. Collor também encomendou trabalhos espirituais para receber proteção e vencer a eleição presidêncial. Apesar da coragem, assessores da ex-primeira-dama revelaram que ela tem medo do que poderá acontecer após a entrevista de hoje. Rosane disse que recebeu ameaças de morte de pessoas ligadas a Collor. Um site de notícias de Alagoas, chamado Cadaminuto, divulgou neste domingo, que duas pessoas ligadas a Fernando Collor dizem que esta entrevista é uma retaliação aos discursos que o senador vem dando contra a imprensa durante a CPI do Cachoeira.

  No dia 14 de de junho, Collor declarou, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito do Caso Cachoeira, que existe uma quadrilha dentro da revista Veja. Uma reportagem publicada pela revista CartaCapital em junho, revela que o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira plantou notícias em veículos das Organizações Globo para fragilizar adversários e sedimentar seus interesses.



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Comentário de Thamires:

Todos contribuindo para dar audiência a Rede Globo para que? Ouvir Roseane Collor numa entrevista confirmar informações que já tinham sido divulgadas, promover seu livro, divulgar sua religião e fortalecer o preconceito à religiões com raiz africana! Ahhh... Fala sério! Ao menos parece que a reportagem não teve efeito positivo aos telespectadores na internet. Pois estão bombardeando a reportagem (no twitter está nos TT's #Jesuscidência #RoseaneCollor #PCFarias...)

Acho que o Fantástico está sem criatividade para apresentar materias relevantes para a população!

Ibope divulga primeiros números da corrida eleitoral no Recife

Fonte: G1 PE

O Ibope divulgou, nesta segunda-feira (16), sua primeira pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura do Recife, neste ano. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de Pernambuco. Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:

Humberto Costa (PT) - 40% das intenções de voto
Mendonça (DEM) - 20%
Daniel Coelho (PSDB) - 9%
Geraldo Júlio (PSB) - 5%
Esteves Jacinto (PRTB) - 2%
Edna Costa (PPL) - 1%
Jair Pedro (PSTU) - 1%
Roberto Numeriano (PCB) - Não pontuou
Branco/nulo - 14%
Não sabe/não respondeu - 7%

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de julho. Foram entrevistadas 805 pessoas na cidade do Recife. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), sob o número 00046/2012. Pesquisa espontânea

O Ibope também perguntou em quem os entrevistados votariam para prefeito espontaneamente, ou seja, sem a apresentação dos nomes de candidatos. Nesta situação, cerca 57% declaram não saber em quem votariam ou não opinam sobre sua preferência e 17% declaram intenção de votar em branco ou nulo. Nessa medida espontânea, Humberto Costa tem 11%, Mendonça, 4% e os demais nomes citados espontaneamente não ultrapassam 2% cada um.

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Comentário de Thamires sobre a reportagem:

Apesar de Humberto Costa apresentar na pesquisa uma significativa vantagem frente aos demais candidatos, é bom lembrar que ainda estamos relativamente distantes do dia da eleição e ainda não começou a exibição do programa eleitoral! Algo que considero significativo para que os eleitores de fato tenham maior segurança para confirmar seu desejo quanto ao novo gestor da Prefeitura do Recife e que com certeza modifica as intenções de futuras pesquisas! Agora para quem será favorável... é esperar para ver.

♫ Som da vez ♫

sábado, 14 de julho de 2012

#FicaADica!

Dizer não a propaganda política no Facebook?! Por favor, né... as pessoas compartilham BBB, jogo de futebol e etc... etc... etc... compartilhar informações dos possiveis gestores do nosso país... ninguém quer... aí depois quando não tem informação sobre, vota em qualquer um... para no final ficar reclamando e arrumando culpados... lembre-se que o principal culpado é você que não dá a mínima e não valoriza seu voto!

#FicaADica!

Se liga!

Eleitor bem informado também faz denúncia de propaganda proibida (y)

Em Resumo...

Eu até pensei que esse mês seria de férias... mas só pensei! Quando a gente começa a trabalhar, ganha responsabilidades, traça objetivos, as férias acabam sempre em segundo plano. E eu peço desculpas pela ausência por aqui ^^
Mas passando o 'resumão' desses dias... veja por onde andei:


A minha grande vitória que pode ser simbolizada nesta foto :D
Agora posso dizer que sou Professora de Educação Física o//
Minha colação oficial será na primeira quinzena de Ago. 2012 *-----*


Nesta foto ao lado, pessoas importantes nesse final de trajeto: O professor Agostinho Rosas, Ana Palhares (Aninha) e Eduardos dos Reis (Duda)! Não foram poucos dias de estudos, risos, choros, tardes de almoço, conversas... Eu fico muito feliz por ter vivido todos os momentos pré-monografia com vocês :D
No final deu tudo certo para nós... e só estamos começando o//


Aqui com o nosso Avaliador... o Prof. Marcelo Tavares! Para mim foi um orgulho ter você como banca :D
Ter Agostinho e Marcelo Tavares na minha apresentação de TCC foi uma honra... inesquecivel *----*
(Ps.: gostaria que a Professora Vânia estivesse também :D)



Mudando de assunto... Falando em Política!
Participei junto com a saudosa União da Juventude Socialista e com os amigos do PC do B da convenção das eleições do Recife! Como candidatos, apresenta-se o Geraldo Júlio (a Prefeito) e o querido Luciano Siqueira (a vice-Prefeito)! #40


Por ultimo e não menos importante, foto do aniversário de Thais Lucena :D
A princesa completa seus 7 aninhos :)
Na foto: Vinícius, Thiago, Tati, Thais e Eu ~
(Ps.: Na foto não estou a melhor... cansada de mais um dia de trabalho kkk )


George, O solitário!

quarta-feira, 27 de junho de 2012


25/06 - A tartaruga gigante conhecida como 'George, o solitário', morre no Parque Nacional de Galápagos. Ela era a última de sua espécie e um ícone de preservação ambiental do local.


Fonte: Site do MSN

♫ Som da vez ♫

domingo, 17 de junho de 2012

Um novo caminhar...

quinta-feira, 14 de junho de 2012
Bem, agora vou poder escrever mais vezes no blog. Pois minha ausência se justificava pelo árduo e prazeroso trabalho de construir minha monografia... sim, construí-la! Consegui :)

Dentre de alguns dias irei fazer a defesa e em mim fica o sentimento de um vazio... o vazio feliz em saber de que finalmente serei Professora de Educação Física... e o vazio em saber que não serei mais a estudante da graduação da ESEF / UPE! Não por que não tinha responsabilidades (pois essas sempre tive e muito), mas porque é nessas horas que passa um filme na mente... você lembra como mudou, como tantas pessoas foram importantes para você e se pudesse faria tudo outra vez... viveria tudo outra vez! 

Sou eternamente grata...

A Deus por ter a saúde que sempre me manteve em pé durante todo essa caminhada. 
A minha família pelo amor incondicional.
Ao Professor Paulo Cabral, que quando diretor, disse no primeiro dia de aula "Não passe pela Faculdade, Viva a faculdade!"... Professor, que bom te ouvir... pois eu vivi, sou muito grata por tudo e feliz.
A professora Vera Sâmico com seus conselhos que me ajudaram a construir o caminhar.
A Jerônimo e Vinícius Barbosa, pessoas que admiro, que convidaram para participar do DA / ESEF. Não tenho dúvidas que foi ali que minha vida mudou.
Ao meu grande amigo desde o início da faculdade... Carlos Victhor "bodão" que sempre esteve ao meu lado nos momentos que mais precisei.
Ao Projeto Santo Amaro, um projeto que despertou em mim uma amorosidade ao exercício da docência e que através de todas aquelas crianças aprendi a aprender e ensinar o que é a vida.
Ao movimento estudantil que me transformou numa cidadã consciente do seu papel para as transformações do mundo (a galera do DA, AAA, DCE, UJS, Dos congressos)!
Aos queridos professores e todos os funcionários da ESEF que constroem esta família que tive a honra de fazer parte (e não deixarei de fazer porque estou me formando, hein! ).
Por fim... e não menos importante, ao grande professor, orientador da monografia e amigo Agostinho da Silva Rosas! Obrigada pelas discussões, pelo caminhar junto, o trabalhar junto. Passar esses dias com você, Duda e Aninha foi simplesmente perfeito!

Sei que dentro de alguns dias um novo ciclo se inicia em minha vida, um novo caminhar!
Meu muito obrigada a todos que acreditaram e ainda acreditam em mim.

Beijos!




História... Parabéns ao DA ESEF pelos seus 60 anos de Luta!

segunda-feira, 21 de maio de 2012
Ata da Assembleia Geral dos Estudantes da Escola de Educação Física de Pernambuco, para a Fundação do Diretório Acadêmico – Discussão e aprovação dos Estatutos.

Aos vinte dias do mês de maio do Ano de mil novecentos e cinquenta e dois, as quinze horas, realizou-se a Assembleia Geral dos Estudantes da Escola de Educação Física de Pernambuco, para a fundação do Diretório Acadêmico, discussão e aprovação dos Estatutos. Presidiu a Assembleia Geral, o Diretor da Escola, Dr. Álvaro Ferraz, servindo como Secretária ad-hoc, a aluna Adair Pimentel Palácio.

Abrindo a sessão, o Sr. Diretor expôs a finalidade daquela reunião, passando em seguida a ler o projeto dos Estatutos do Diretório Acadêmico da Escola, comentando artigo por artigo. Submete em seguida a discussão e logo após a votação, tendo sido aprovado por unanimidade, com a emenda feita pela aluna Marlen Alzira da Fonseca Brewel ao parágrafo primeiro do artigo vinte e seis, que passou a ter a seguinte redação: “Será de duas Horas o intervalo entre uma convocação e outra”.

Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente encerrou a sessão, lavrando eu, secretária ad-hor, a presente ata, que vai por mim assinada, pelo Sr. Presidente e demais pessoas presentes.

Recife, 20 de Maio de 1952

Adair Pimentel Palacio – Secretária ad-hoc
Alvaro Ferraz - Direção

1º de Mai. 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012
PARABÉNS A TODOS OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS!

 “Que as classes dominantes tremam à ideia de uma revolução Comunista! Os proletários nada tem a perder nela a não ser as correntes que o aprisionam. Tem um mundo a ganhar”. 
 (Karl Marx)

Quando fui alfabetizada...

sábado, 28 de abril de 2012
Comecei aos 18... quase 19 anos! 

Nesta escola meus pais não tinham que visitar sempre para ver minhas notas e ouvir os elogios ou reclamações dos meus professores. Minhas provas não necessariamente tinham que ser escritas. Elas poderiam ser interpretadas, declamadas, apresentadas, gravadas, vivenciadas... enfim, criadas por mim em diálogo com meus  amigos, professores e o cotidiano! Elas não ficavam presas aos cálculos decorebas e nem a chamadas orais... Aprendi a aprender o que é a vida! 

Nesta escola aprendi a ler... ler um texto compreendendo o seu contexto, sua história, me imaginando nele e recriando ele! 

Nesta escola aprendi a falar... falar para um, para dois, para uma plateia inteira! Falar tudo que me inquieta e que me faz sentido falar, me compreendendo enquanto um ser de incompletude, porém ciente de seu papel para as transformações do Mundo! Sim, hoje sou senhora do mundo! Antes não, e esse antes não mais irá voltar! 

Hoje eu cresci... tenho meus 24 anos! Amadureci... e a cada dia mais me reinvento, me construo forte e valente sem perder a ternura e a amorosidade que em mim despertou quando compreendi o que estar na sociedade. Foram tantas gostosas reflexões sobre o que's, por que's, para que's e como's que finalmente fui alfabetizada na época em que frequentava a Universidade... Aprendi a ler, a escrever e a ser gente! Uma gente  que agora sim compreende uma Educação dentro e para além dos muros da Universidade... uma Educação para a vida! 

♫ Som da vez ♫

Salve, Chico!

 

A Monografia...

Aeeewww... está chegando o dia!

Bate até o desespero quando se está chegando o fim dos prazos e a bendita ainda não está pronta. Mas os pensamentos positivos e a minha dedicação me levará a certeza que vai dar certo! O dia da primeira entrega é 14 de Maio... que por acaso será também o dia da minha segunda e ultima apresentação da monografia na disciplina de TCCII :D

O tema é "Produção Estudantil & Currículo" com a orientação do Prof. Dr. Agostinho Rosas o//

Quando estiver mais próximo e tudo dando muuuuito certo, vou divulgar aqui o data da minha apresentação que ocorrerá no mês de Junho!

Boa sorte para mim e demais camaradas do Grupo Currículo que estão nesta batalha...

#VaiDarCerto!

Ter conhecimento é sinônimo de felicidade?

sábado, 21 de abril de 2012
Certa vez ouvi esse questionamento em sala de aula... e hoje me remeti a ele... 

Esse resposta vai depender do que cada um pensa sobre o que é ter conhecimento? Por que ter conhecimento? Para que conhecimento? E como utilizar o conhecimento? e definir felicidade passa pela mesma perspectiva!

Uma pessoa com muito conhecimento pode fazer florescer o sentimento de desesperança... como uma pessoa com muita felicidade poderá o ter sob uma ótica ingenua politicamente... afinal como podemos ser felizes caminhando num mundo tão desumano, tão desigual?! 

Estes últimos são exemplos... as duas coisas são subjetividades aparentemente simples e complexas ao mesmo tempo!

Continue Professor... continue!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Em Jaboatão...


#DeuCerto! 

Deixando meus parabéns aos novos membros do Conselho Tutelar de Jaboatão dos Guararapes / PE - Os jovens Revolucionários Inaldo Júnior e Quitan Brasil! Tudo é fruto do trabalho de base na comunidade! 

Parabéns e Firme na Luta!

19 de abril: Mensagem aos Povos Indígenas

 Ritual Xukuru, Aldeia Santana (Pesqueira)   
 Foto: Vânia Fialho / Retirada do Blog do NDIS
Neste dia 19 de abril, data criada em 1943 pelo governo brasileiro para homenagear os Povos Indígenas, não há motivo para festa. Esta é mais uma oportunidade para conclamarmos nossos parentes a não desistir da luta. A luta pela terra, sem a qual não há existência. A luta pela preservação da cultura, que nos fortalece. A luta pela natureza, que nos sustenta. E a luta pelo simples direito de viver, sem sermos criminalizados e vermos nossos pais, irmãos e filhos serem mortos. O indígena quer ser respeitado como habitante originário deste solo pátrio, mas também quer olhar para o futuro, acreditar em um dia em que não sejamos mais tratados como cidadãos de segunda classe ou ameaças à ordem vigente.

Estamos em mais de 80% do território nacional e o sangue indígena corre em 70 % das veias dos brasileiros. Nosso país é uma Nação Indígena, mas não reconhece isto. Somos lembrados pela ampla maioria da sociedade apenas uma vez ao ano, no Dia do Índio. Nos outros 364 dias ignoram-nos. O governo vira o rosto às nossas reivindicações. Até hoje não fomos recebidos pela Presidente Dilma Rousseff.

Os meios de comunicação seguem nos retratam através de estereótipos que não condizem com nossa realidade. O agronegócio, que alimenta a ganância dos grileiros de terras mancomunados com as elites políticas, conquista cada vez mais espaço no Congresso Nacional e demais instâncias de tomada de decisão.

Mesmo assim, continuamos firmes em nossos propósitos, indestrutíveis. Se o governo não nos ouve, levamos nosso grito para as ruas. Se a imprensa não nos dá espaço, criamos nossa rede de informações. Se nossos inimigos interferem na política, nos articulamos em busca de alianças para combatê-los. E prosseguimos, tendo como exemplo nossos grandes líderes. Citar o nome de alguns aqui seria injustiça frente a tantos guerreiros e guerreiras que dedicaram vidas e derramaram sangue pela nossa causa. Sabemos quem são eles.

Há muita tristeza em nosso caminho ao longo dos anos, mas também existe muito do que se orgulhar. Apesar dos massacres sistemáticos e total omissão das autoridades que deviam nos proteger, seguimos fortes e cada vez mais organizados, protagonistas de nossa história.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e as organizações indígenas regionais que dela fazem parte - APOINME, ARPINSUL, ARPIPAN, ATY GUASU, ARPINSUDESTE e COIAB - são motivadas em sua missão de zelar pelos direitos Indígenas, pelo espírito guerreiro de cada parente, desde aqueles que vivem em florestas intocadas aos índios que habitam grandes centros urbanos convivendo diariamente com a discriminação. Todos são inspiração para enfrentarmos os muitos desafios que ainda temos pela frente.

Hoje somos exemplo de resistência e se buscarmos cada vez mais a união nunca seremos derrotados. No mês de junho, o Acampamento Terra Livre acontece no Rio de Janeiro, integrando-se a Cúpula dos Povos, com o objetivo de incidir no que será discutido durante a RIO + 20. Nossa voz, então, será ouvida em todo o mundo.

A salvação do Planeta está na sabedoria ancestral dos Povos Indígenas!

Pela defesa dos direitos indígenas, contra a mercantilização da vida e da natureza, e pelo Bem Viver e Vida Plena para os Povos e comunidades indígenas!

Saudações,

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB

♫ Som da vez ♫

quinta-feira, 19 de abril de 2012

PROFESSOR EM TEMPOS DE PÓS-MODERNIDADE

Por Henrique Souza, Hélio Santos e Thamires Lucena*
*Texto Apresentado pelos discentes na disciplina de Prática de Ensino - Estágio Supervisionado III

Num período em que ainda se aponta a escola como uma Instituição falida decorrente de um processo histórico, ao professor concerne à responsabilidade, junto com os setores envolvidos na Instituição, de tornar a escola um espaço de formação de jovens sociais autônomos e críticos cientes de seu papel na transformação do mundo.

A condição do professorado é dotada de consciência, tomada de decisão, seleção, organização dos saberes e clareza na sua ação pedagógica. Não cabe aqui professores inocente politicamente, transformando sua compreensão de mundo num verdadeiro hiato. Em tempos de Pós-modernidade precisamos de professores críticos politicamente, onde sua ação é norteada numa dada posição epistemológica. E para isso se faz necessário que este compreenda o que é currículo e a práxis na Educação. A afirmativa se estabelece na educação e não na Educação Física, porque parte da compreensão de que os docentes de Educação Física também se inserem neste contexto, não cabendo assim tratar sua epistemologia de forma dicotômica.

Considerando o currículo como aspecto de grandeza maior na temporalidade e amplitude da ação pedagógica inserida na organização educacional, SILVA (p.150, 2004) apresenta o currículo como:

“Lugar, espaço, território. O currículo é relação de poder. O currículo é trajetoria, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa vida, curriculum vitae: no currículo se forja nossa identidade. O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade.”

Podemos dizer que o currículo é a substantivação da subjetividade do homem. Ele é vida, o cotidiano na escola. Ele tem em sua essencia uma epistemologia situada sob uma racionalidade lógica e uma responsabilidade social, política e cultural. A dimensão curricular é antes de tudo política, levando em consideração a cultura forjada no cotidiano, enraizado numa historicidade, dos jovens sociais presentes na escola. O professor e sua práxis deverão estar coerente com seu pensamento filosófico em Educação, caso contrario estará condizente com as negligencias no âmbito educacional. SABAINI (p.3, 2007) apoiada em Lopes (2006), Silva (2005) e Sacristán (2000) destaca que “O currículo não é uma listagem de conteúdos. O currículo é processo constituído por um encontro cultural, saberes, conhecimentos escolares na prática da sala de aula, locais de interação professor e aluno”. Ou seja, ele é mais do que um amparo legal para redigir uma escolarização formal. Ele está para a sociedade sendo constituído de atitudes críticas, filosóficas, sociais e política numa relação de inovação e práxis pedagógica. Ele reflete tomada de decisão e inquietude geradas num processo de aprendizagem, onde o mesmo se faz presente no cotidiano dos estudantes e professores. Para SANTOMÉ (p. 205, 1994):

“Profesoras y profesores y el alumnado ya no son, ni pueden ser vistos como bloques monolíticos, acríticos y pasivos, sino que son personajes activos, que procuran hacer valer sus derechos y denunciar aquellas formas de marginación que resultan especialmente visibles.”

Nesta afirmativa fica clara a relação de professores e estudantes, que mesmo com suas particularidades, precisam ser autônomos e críticos numa busca de denunciar e garantir seus direitos. E o ambiente que se forja essa criticidade é na escola, pois ela se constitui enquanto um aparelho Ideológico no sistema econômico social. Torna-se pertinente dialogar com ARROYO (p.141, 1999) quando questiona:

“Em que consiste a inovação educativa nessa tradição crítica? Em superar a inocência das análises sobre a escola, sobre o saber que transmite e sobre as competencias que ensina. Em superar a inocência a respeito do papel do conhecimento social e da cultura transmitidos. Em ter consciência dos vínculos entre Educação, poder, ideologia, cultura, estrutura e processos de reprodução social, assim como saber identificá-los. Entender a escola, o conhecimento, a cultura como campos de conflitos, explorando suas potencialidades libertadoras.”

Nesta perspectiva a Educação é vista como um objeto de controle social em disputa, onde é preciso superar modelos tradicionais tecnocráticos postos na escola. O currículo não está para atender um determinado status quo que fortalece as desigualdades sociais e nem tão pouco é algo técnico que não gere inquietude entre os jovens. É preciso ter consciência sobre o que é, porque, para que e como lidar com esses conflitos de forma a despertar potencialidade libertadoras. Portanto, a discussão sobre política e currículo nos leva a refletir sobre a sociedade. Porém, ARROYO (p. 147) afirma que:

“ É frequente ouvir que, na prática, a teoria é outra, que nos cursos de formação aprenderam teoria crítica de tudo, da didática, do currículo, da função social da escola e do professor, que lhes foram mostradas as relações entre currículo, ideologia e poder. É comum acrescentar, porém, que o dia-a-dia da escola se rege por outra lógica, outra cultura, que não é mera transposição da ideologia e poder.”

O que fica claro é que essa discussão, infelizmente, não faz parte do debate construído na escola. Embora os professores se capacitem, no cotidiano escolar eles não conseguem transformar o conhecimento em prática pedagógica. O que reforça uma dicotomia no campo escolar sobre os que decidem, os que pensam e os que fazem a educação no dia-a-dia. Fica o grande desafio desta nova geração de professores transformar os conhecimentos teóricos em práxis pedagógicas como também levar o cotidiano escolar para o campo das pesquisas, teorizações da academia e gestões públicas educacionais.

Trazendo a discussão para a estrutura da periodização do ensino na escola, o ensino fundamental no Brasil segundo LIBÂNEO (2005, p. 254):

“É etapa obrigatória da Educação Básica. Como dever do Estado, o acesso a esse ensino é direito público subjetivo, quer dizer, não exige regulamentação para ser cumprido. Seu não oferecimento, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente”.

A obrigatoriedade se estabelece numa etapa onde o estudante tem em seu radical a necessidade de alfabetização e com a compreensão que a Educação é um elemento fundamental na formação do homem. Por lei ela é estabelecida de forma que venha a garantir, através dos aparelhos do estado, uma Formação educacional pública, gratuita e de qualidade. Trazendo o debate para a área de atuação no estágio supervisionado III e a relação com a práxis, o Coletivo de Autores destaca que:

“O Terceiro Ciclo do Fundamental II (7ª Série à 8ª Série) é o ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento. O aluno amplia as referências conceituais do seu pensamento; ele toma consciência da atividade teórica, ou seja, de que uma operação mental exige a reconstituição dessa mesma operação na sua imaginação para atingir a expressão discursiva, leitura teórica da realidade. O aluno dá um salto qualitativo quando reorganiza a identificação dos dados da realidade através do pensamento teórico, propriedade da teoria.”

Neste ciclo o estudante amplia seus conhecimentos a partir de uma práxis sistematizada e desafiadora, não exigindo espontaneidade. Neste momento ele percebe os aspectos cognitivos, os procedimentos teóricos do qual reconstitui e constrói sua leitura teórica. O que pode ser exemplificado a partir de LORENZINI; TAVARES quando apresenta que:

“No ciclo da 7ª e 8ª Série, o aluno amplia as referências conceituais, tem consciência da atividade teórica. Dá-se ênfase à compreensão que permite justificar as causas (trabalha a causa, vê onde o dado da realidade aparece, o que o determina). O salto qualitativo ocorre através da reorganização dos dados. Ex.: No esporte, o aluno já se apropriou dos fundamentos básicos. Passará a reorganizá-los, fazendo uso dos sistemas táticos e de técnicas específicas articulando um dado contexto”.

Neste contexto de práxis, o professor deve promover a inclusão nas aulas, buscando diversificar sua prática. Nesta perspectiva, ao aluno será oportunizado o acesso à cultura corporal de movimento a partir de uma aula contextualizada com a realidade. Podendo além de ter uma proposta lúdica, ser algo desafiador respeitando seu ciclo de aprendizagem. Atendendo a esta proposta, aos estudantes será oportunizada uma perspectiva de formação integral cidadã.

Tratando o Colégio Aplicação, no primeiro diagnostico é notório que os estudantes possuem um bom desempenho cognitivo. Porém o mesmo não pode ser afirmado do ponto de vista motor. A partir da proposta da Escola, discussões com os professores e com os alunos, se faz a construção do planejamento que dialogue com o cotidiano do estudante e que seja inovador do ponto de vista pedagógico. Desta forma, a aula de Educação Física não é vista como tecnicista e sim como algo que exprime amorosidade, curiosidade, criatividade, companheirismo e motivação para descobrir novos elementos dentro dos conteúdos da Educação Física e novas habilidades sendo tratada de forma indissociável com sua vida cotidiana.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SILVA. Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: Uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

SABAINI, Selma Maria Garcia. Porque estudar currículo e teorias de currículo: (proposta de estudo para reunião pedagógica).

SANTOMÉ, Jurjo Torres. El Curriculum Oculto. Madrid: Morata, 1994.

ARROYO, Miguel G. Experiências de inovação educativa: O currículo na prática da escola. Campinas: Papirus, p. 131, 1999.

LIBÂNEO. José Carlos. Educação Escolar, políticas, estruturas e organização. São Paulo: Cortez, 2005.

LORENZINI, Ana Rita; TAVARES, Marcelo. A cultura corporal na prática pedagógica dos professores de educação física do estado de Pernambuco.
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